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Colunista e Opinião

Casa Mental

27.03.2017 15h44  /  Postado por: upside

 

Jana Lauxen_coluna

Nossa mente poderia ser dividida em três partes, tal e qual uma casa de três andares: o porão sendo o nosso inconsciente; o andar térreo o nosso consciente; e o andar superior o nosso superconsciente.
Esqueçamos por enquanto o superconsciente, visto que estamos longe de subir as escadarias desta construção, e alcançar nosso nível mental máximo.
Vamos nos concentrar no andar térreo e no porão: lá onde tudo acontece.
Nosso consciente, convenhamos, é bastante avoado. Demora até se ligar no que acontece em nossa volta; é distraído e preguiçoso. Nossa percepção sensorial é mínima, e sequer utilizamos plenamente os parcos cinco sentidos que desenvolvemos.
O consciente, coitado, só acredita vendo. O consciente quer provas. O consciente tenta ser coerente e racional, e tentando ser coerente e racional, deixa passar o que está nas entrelinhas.
E onde são escritas as entrelinhas? Exatamente: no porão. Em nosso inconsciente, vulgo subconsciente. É no porão da nossa casa mental que reside a incrível capacidade de ver além das aparências, de perceber o que não é palpável, de sentir antes de racionalizar.
Enquanto nosso consciente come moscas, tentando encontrar lógica e respostas objetivas sobre tudo, nosso inconsciente já sacou a porra toda. Se no andar térreo estão colhendo o milho, no porão já estão comendo o bolo, e faz tempo.
Porque o nosso inconsciente caga e anda para a lógica. Ele não precisa ver para crer. Ele manja das entrelinhas, e SENTE mais do que PENSA.
Por isso, muitas vezes, diante de uma situação ruim, ficamos com aquela sensação de angústia e desconforto – mesmo que, racionalmente, a gente ache que tem razão, que fez o certo, que tomou a decisão mais plausível e razoável.
É o nosso inconsciente mandando desesperadamente sinais para que a gente reveja. Afinal, o inconsciente já interpretou as entrelinhas, enquanto o consciente ainda nem terminou de ler o texto.
Penso que deveríamos dar mais crédito ao nosso inconsciente. Procurar ouvir o que ele diz, porque ele diz o tempo inteiro.
Prestar atenção em nosso corpo: ele está enfermo, fraco, cansado? Prestar atenção nas sensações que nos rodeiam: há muita angústia, ansiedade e nervosismo pairando sobre nós? Prestar atenção nos pensamentos que assaltam nossa mente: eles são bonitos ou feios? Leves ou pesados? Ensolarados ou chuvosos?
Permitir-se perceber o que não é perceptível aos olhos comuns é interpretar os sinais que nosso inconsciente nos manda, sem parar.
Que mensagem vem do porão da tua casa mental neste exato momento?

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