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Serviço Social: vivência profissional na prática

Serviço Social: vivência profissional na prática
Estágios curriculares oportunizam que acadêmicos como a Thamylle e a Silvana, do curso de Serviço Social da UPF, experienciem o dia a dia da sua profissão
30.10.2018 16h37  /  Postado por: helaine

Estágios curriculares oportunizam que acadêmicos como a Thamylle e a Silvana, do curso de Serviço Social da UPF, experienciem o dia a dia da sua profissão

A formação que perpassa a sala de aula e oportuniza que o conhecimento seja colocado em prática se dá por meio de estágios e interações com a comunidade, que levam os acadêmicos a vivenciarem o dia a dia da profissão. É essa experiência que a estudante do curso de Serviço Social da Universidade de Passo Fundo Thamylle França pôde sentir neste semestre, ao realizar o estágio obrigatório de prática profissional no âmbito da saúde em um complexo hospitalar. A experiência é igualmente compartilhada pela acadêmica Silvana Ribeiro, também do curso de Serviço Social, que realiza estágio na área da educação, junto ao Observatório da Juventude, na escola Guaracy Barroso Marinho, no bairro Zachia.

Vivências como a de Thamylle e a de Silvana são oportunizadas em diferentes cursos da UPF, que, em seus currículos, preveem a realização de estágios na área de formação. A prática profissional vivida pelas acadêmicas é uma experiência que vai além do ser universitário. Para que mais pessoas possam se valer dessa vivência, a UPF realiza um novo processo seletivo: o Vestibular de Verão 2019. São 58 opções de cursos nesta edição, que está com inscrições abertas.

Processo de formação

Para a coordenadora do Serviço Social da UPF e também coordenadora de estágios do curso, professora Dra. Giovana Henrich, o estágio é um dos momentos mais importantes da formação, pois constitui uma etapa na qual os acadêmicos se deparam com a realidade e podem construir respostas para esse contexto. “Trabalhamos com questões complexas e os acadêmicos têm no estágio um momento para colocar em prática as habilidades e a capacidade para enfrentar essas questões. É um espaço para entender e ler as realidades que se apresentam, para, depois, construir propostas interventivas. É o momento em que se constitui o assistente social, quando se constroem as habilidades técnicas práticas e éticas”, destaca a professora.

A atuação de assistentes sociais na Política de Educação é algo ainda novo e, às vezes, restrito, mas que está em constante construção

A experiência, para as acadêmicas, perpassa a obrigatoriedade de um estágio curricular e se torna um espaço de conhecimento e aprendizado. “O processo de estágio corrobora com a formação de identidade profissional do acadêmico, aproximando-o da realidade concreta, articulando preceitos teóricos aos práticos, inserindo o acadêmico em distintos campos”, pontua Thamylle, que tem o sentimento reforçado por Silvana. “O estágio ajuda, contribui na formação, não só acadêmica, mas humana”.

Assistente social na saúde

São distintas as profissões que atuam na área da saúde, porém, para Thamylle, a inserção do assistente social no âmbito hospitalar é permeada pela realização de um processo de trabalho complexo, que foca na identificação de demandas que fogem da percepção dos demais. “Temos o embasamento teórico que possibilita perceber o sujeito para além do fator clínico ou patológico, desenvolvendo uma visão ampliada para com o usuário, levando em consideração os inúmeros fatores que permeiam sua realidade, sejam eles culturais, sociais ou econômicos”, justifica ela.

Em sua experiência no estágio curricular, a acadêmica pôde vivenciar as diferentes atividades realizadas pelo assistente social, que vão desde o acolhimento inicial, a escuta sensível, a busca ativa de familiares, visitas domiciliares, acompanhamento e organização de alta hospitalar até a identificação das necessidades para além do fator clínico. “Fazemos atendimento direto ao paciente ou familiar com vistas a conhecer a sua realidade, além da realização de estudos sociais, pareceres sociais, relatórios sociais, encaminhamentos para a rede socioassistencial e articulação entre distintas políticas, seja de saúde, de assistência ou de educação”, comenta.

Para ela, mais do que conhecer de perto a realidade e aplicar na prática o conhecimento adquirido em sala de aula, o estágio oportunizou crescimento. “É uma experiência incrível que pode ser vivenciada pelo acadêmico no campo de estágio. Ao nos aproximarmos da realidade concreta, passamos a experienciar e a nos reconhecer enquanto futuros profissionais, dotados de conhecimentos tanto empíricos quanto científicos, desenvolvendo um processo de descobrimento e transformação sobre nós mesmos”, ressalta Thamylle.

O serviço social na educação

A experiência de Silvana Ribeiro foi da sala de aula para a sala de aula. Da academia, ela foi para a escola pública, onde pôde vivenciar a atuação do assistente social na educação. “Para além do caderno, da aprendizagem, existem seres humanos, pessoas em desenvolvimento. Há o desafio de compreender que esse estudante, além de aprender, tem o direito de refletir sobre sua realidade, de ser acolhido pela escola, de ser escutado, de tornar-se cidadão. Além do caderno, ele pode carregar para a sala de aula suas angústias e sonhos, e, mais do que isso, poderá descobrir seus potenciais e tornar-se construtor da escola e da sociedade”, reflete a acadêmica.

Segundo ela, a atuação de assistentes sociais na Política de Educação é algo ainda novo e, às vezes, restrito, mas que está em constante construção. “Percebi, durante o estágio, que podemos contribuir para o pleno desenvolvimento do estudante. Essa torna-se uma responsabilidade de educadores e de assistentes sociais que, ao realizarem um trabalho de forma articulada, possibilitam, para além do direito à educação, a permanência dos estudantes na escola, construindo espaços de diálogo e de cuidado, reduzindo as taxas de evasão escolar, propiciando uma aprendizagem pela experiência e pelo afeto”, considera ela.

Ser assistente social na escola é, para Silvana, uma possibilidade de construção de uma educação que perceba que, para além do estudante que carrega um caderno, existe um ser humano. “Esse trabalho é realizado com acolhimento, escuta, criação de vínculos, integração com a comunidade, o que potencializa o cuidado no ambiente escolar”, conclui.

Vestibular de Verão 2019 UPF

Para cursar um dos 58 cursos disponíveis e vivenciar experiências como a de Thamylle e a de Silvana, basta realizar o Vestibular de Verão da UPF. As inscrições devem ser feitas via internet, pelo site vestibular.upf.br, até o dia 12 de novembro. Estão disponíveis vagas em Passo Fundo e nos campi de Carazinho, Casca, Lagoa Vermelha, Sarandi e Soledade. A prova do Vestibular de Verão da UPF será no dia 17 de novembro e é dividida em dois grupos: 1 e 2.

 

O valor da inscrição para os candidatos ao curso de Medicina é de R$ 150,00, e, para os candidatos aos demais cursos do Grupo 2, de R$ 80,00. No Grupo 1, as inscrições têm o valor de R$ 40,00, com exceção dos cursos de licenciatura, para os quais há gratuidade na inscrição. Os candidatos aos cursos do Grupo 1 farão somente a prova de Redação, já os candidatos aos cursos do Grupo 2 farão as provas de Redação, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Estrangeira, História, Geografia, Matemática, Física, Biologia e Química. A prova do Grupo 1 será das 14h às 15h30min e as do Grupo 2 das 14h às 19h.

 

Confira os cursos disponíveis e mais informações no edital, no site do Vestibular de Verão UPF (vestibular.upf.br). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo Disque Vestibular, 0800-701-8220 ou pelo e-mail informacoes@upf.br.

Fonte: UPF

Fotos: Divulgação

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