Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
Telefone: (54) 3332-1699
Curta nossa página no Facebook:
31°
22°
30°C
Não-Me-Toque/RS
Nublado
Destaques

Os 500 anos da Reforma: Dia da Igreja vai reunir fiéis do Sínodo do Planalto em Chapada

27.10.2017 16h56  /  Postado por: upside

Helaine Gnoatto Zart | editora@afolhadosul.com.br

“A Igreja depende do voluntariado edos dons que a pessoa coloca à disposição” – pastor Sinodal Ricardo Cassen

Em entrevista ao jornal A Folha, o pastor Sinodal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Ricardo Cassen, falou da vocação dos homens para servir, das comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante instituída por Martin Luther (1483 – 1546) e da influência da Igreja na vida das pessoas.

Como está ocorrendo a comemoração dos 500 anos da Reforma?

Cada comunidade está realizando atividades que marcam a comemoração deste jubileu, o que nos alegra muito. É uma caminhada que iniciou ainda em 2016 e nos dá a chance de relembrar e recontar partes da história, como a influência na educação. Já tivemos o lançamento de um selo comemorativo na Alemanha e no Brasil, oportunizado pelos Correios, e em diversas regiões. Para nós aconteceu no dia 17 de junho, em Ibirubá. Isso dá uma visibilidade para fora da Igreja, marcando as comemorações do jubileu.

A Igreja Evangélica Luterana tem uma trajetória ligada também à fundação de escolas. Essa também é uma contribuição histórica?

Através da Reforma se passou a valorizar a educação para que todos pudessem ler e entender a Bíblia. Martinho Lutero foi o primeiro a traduzir o conteúdo do grego para o alemão. Essa preocupação com o saber está muito ligada à nossa Igreja e, especialmente nesta região, se percebe que as comunidades evangélicas luteranas foram formadas junto com as escolas, com o pastor atuando também como professor. Atualmente, por exigência legal, as escolas não podem ser da igreja, precisam ter uma organização própria, mas mesmo assim permanecem ligadas às comunidades, assim como os hospitais. O mesmo ocorreu com a Igreja Católica.

Como o senhor vê o papel social da Igreja?

A Igreja também influencia no pensamento da sua comunidade, interferindo indiretamente no desenvolvimento através da doutrina. Igreja, economia, vida de fé, política, não dá para separar quando elas vêm das pessoas e de seu jeito de pensar e agir. Precisamos entender que nós somos um ser integral com diversas dimensões. A nossa compreensão de fé faz com que a gente a viva no dia a dia, e aquilo que a gente vive precisa também mexer com a nossa fé. Um dos importantes serviços da fé é orar pelo mundo e para isso precisamos estar inseridos e assim buscar o fortalecimento da fé. Essas duas dimensões, de ir em direção ao mundo e de vir em direção à Igreja, precisam estar presentes.

Hoje é difícil mobilizar pessoas para trabalhar em comunidade. Como a IECLB vê isso?

Nós contamos com o voluntariado, que não precisa estar limitado ao ato espontâneo de servir. Eu entendo que, enquanto Igreja, além dessa dimensão do voluntariado, existe a vocação, o chamado de Deus. A pessoa tem vocação, dons e recursos, e desta forma tem chances e possibilidades de se colocar a serviço. Temos diversas atividades – reuniões, encontros e seminários – em que reunimos pessoas que doam seus dons em favor de suas comunidades. Também temos encontros celebrativos, como o Dia Nacional da Igreja que vamos comemorar no dia 29 de outubro, em Chapada. Para este dia nós queremos juntar bastante gente, não só para ter massa, mas para fortalecer a nossa fé. Assim como cada comunidade celebra sua fé, têm outras pessoas fazendo o mesmo, e compartilhar, entrelaçar essas vidas, é algo bem bacana. Assim, podemos nos dar conta que em outras épocas e em outros lugares ocorreu o mesmo, que a comunhão do povo de Deus não se limita a esse tempo e a esse lugar. Perceber essa diversidade é o lado bacana quando se faz um evento maior, que reúne crianças, jovens, adultos e idosos, pessoas de diferentes regiões e vivências para compartilhar. Para o jubileu, queremos um momento bem marcante, juntar nossa gente para olhar a história dos 500 anos. A proposta da IECLB é mostrar que agora são outros 500, vamos comemorar e entender que temos uma história para frente.

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.