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“É perseguição política” garante Armando

25.05.2018 17h04  /  Postado por: upside

Armando Roos avalia o cenário que manchou seu nome e busca tirá-lo do cargo como uma perseguição política, já que não cometeu nenhum crime administrativo e contra o patrimônio público.

A perseguição, segundo o prefeito, começou com o pedido de informações administrativas do período de 2017 até março de 2018 feito pelo Poder Legislativo. A solicitação foi que esse material fosse impresso e entregue na Câmara de Vereadores. Como esse material geraria 40 mil cópias e com o objetivo de evitar o custo com xerox e folhas de ofício, mais a questão ambiental, os documentos originais foram todos colocados à disposição do Legislativo no auditório da Prefeitura Municipal. Passado o prazo solicitado (até 7 de maio), como nenhum membro do Poder Legislativo se apresentou ou usou os documentos para análise, os mesmos foram novamente arquivados.

Ainda no mês de março houve a divulgação por membros do Poder Legislativo de documentos sigilosos sobre a denúncia de investigação de assédio, instalação de CPI para averiguar os fatos referente a denúncia e no dia 14 de maio instalação de Comissão Processante também referente ao assédio.

– Quem está patrocinando estas ações não gosta da minha pessoa, mas acima de tudo, não gosta de Não-Me-Toque,

porque além de jogar meu nome na lama a partir de uma questão que a Justiça vai garantir a veracidade, destruiu a imagem que nosso município levou anos para conquistar perante as instituições do Estado e do País, e especialmente perante a opinião pública. Quem está atrás da minha cassação só está interessado em vingança e no poder, não em fazer o melhor pelo município – afirmou o prefeito durante entrevista coletiva convocada para a tarde de ontem.

Mesmo orientado pelo advogado que cuida da sua defesa no único processo que foi intimado, relativo à acusação de assédio movido por uma servidora municipal, Armando Roos decidiu falar com a imprensa e alertar a população sobre a possível motivação dos processos.

– Eles perceberam que não haveria provas, que a CPI seria incapaz de me atingir, e decidiram pela instalação de uma Comissão Processante. Esta sim tem o poder de cassar meu mandato. Não precisa de provas, só da decisão de seis dos vereadores. E vejam bem quem encaminhou a denúncia: dois presidentes de partidos que foram perdedores nas últimas quatro eleições – declarou o prefeito.

– Tenho 50 anos de vida pública e de trabalho voltado para este município sem nenhuma mancha. Eu desafio a quem quer que esteja me julgando por questão de âmbito pessoal a apresentar seu trabalho e contribuição para que Não-Me-Toque alcançasse o atual estágio de desenvolvimento e conceito de município organizado, em crescimento e franco desenvolvimento. Não sou perfeito, não pretendo que todos me admirem, mas peço que sejam justos e percebam que estou sendo vítima de perseguição política. Isso tudo que estão fazendo comigo nada mais é do que desejo de passar por cima da vontade popular que me concedeu o quarto mandato de prefeito e, além de manchar minha história, tirar o meu lugar no tapetão – desabafou.

Armando Roos respondeu a todas as perguntas e concluiu a entrevista pedindo que a população se manifeste para os vereadores se entender que não deva ser julgado e condenado a perder o mandato.

– Já fomos um município movido pelo ódio e pela disputa. Fomos uma cidade com uma administração pública falida. Mudamos isso com confiança e trabalho. Nada importa mais pra mim do que a opinião da população que acreditou no nosso jeito de governar e ajudou a construir o que Não-Me-Toque é hoje – finalizou.

A Comissão Processante

Instalada no dia 14 de maio, a Comissão Processante é resultado da denúncia protocolada por Valdir De Gasperi e Lair Zanatta. Juntou dois vídeos já divulgados amplamente por whatsapp, gravados por F. E. e sua denúncia na Procuradoria da Mulher na Câmara de Vereadores que diz ter sofrido assédio sexual. Diz no relatório lido na sessão da Câmara de Vereadores que estavam sendo anexadas prints de conversas com o prefeito. Outra acusação cita o caso da funcionária pública A. P. S. que fez denúncia na Delegacia de Polícia de ter sofrido assédio e perseguição por ter negado as investidas, como troca de função e perda de vantagem salarial. Sobre estas, o prefeito nega, alegando que a servidora é concursada como auxiliar administrativa, função que pode ser exercida em diversos setores da Administração. Sobre a vantagem salarial, disse que era um cargo numa comissão do Fundo de Aposentadoria dos Servidores, cujo mandato venceu no mês de agosto do ano passado e todos os membros foram substituídos. Esta servidora entrou na Justiça para buscar uma indenização por danos morais de R$ 650 mil.

Armando foi intimado na segunda-feira pelos membros da Comissão Processante (sorteados entre os vereadores) e tem dez dias para apresentar sua defesa. A comissão poderá ouvir as dez testemunhas arroladas na denúncia – Franciele Erpen, Ana Paula Schenkel, Miriam Schumann, Elen Heberle, Viviane Binsfeld, Margarete Wiethteuper, Nicolas Nichkorn, Ibanes de Quadros, Alexandra Erpen Deuner e Silviane Estery. Também poderá ouvir testemunhas indicadas pelo prefeito. O relatório pedindo a cassação ou desqualificando as denúncias deverá ser concluído em 90 dias a contar de 21 de maio e estará pronto para ser votado em plenário. O voto dos nove vereadores vai definir o destino do prefeito.

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