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Economia e Negócios

Líderes inteligentes, humanos e inovadores: porque são tão importantes na economia do conhecimento

Líderes inteligentes, humanos e inovadores: porque são tão importantes na economia do conhecimento
27.05.2019 15h27  /  Postado por: helaine

Por: Jocelito André Salvador

O século XXI, definitivamente, se apresenta a cada dia mais em sua plenitude de transformação e transição para uma nova era econômica mundial, a qual denominamos como economia do conhecimento. Vivemos tempos de disrupção digital e neste contexto complexo é que líderes inteligentes, humanos e inovadores se fazem cada vez mais necessários.Sabemos que em toda a história da humanidade, desde os tempos mais remotos, algumas pessoas se destacaram na posição de liderança. Não que isso seja necessariamente um “presente” de Deus, simplesmente, pois traz consigo também uma série de responsabilidades. Aliás, compreendemos que para vencer os desafios do século XXI, com toda a sua carga de novidades e complexidades, não basta simplesmente sermos inteligentes.

Por quê?

Podemos dizer que, desde o homo sapiens, o ser humano, de alguma forma, utiliza a sua inteligência. Especialmente, se tiver uma posição de liderança. Assim, conclui-se que, apesar da inteligência ser um fator essencial, ela por si só não sustenta o exercício da liderança. Por exemplo, de que adianta termos um líder altamente inteligente, um verdadeiro gênio, que não consegue se relacionar bem com a sua equipe ou mesmo com os parceiros e/ou clientes?Além disso, vale termos líderes muito inteligentes, mas que por considerarem que “já sabem tudo” não precisam de novas ideias?

Líderes inteligentes, humanos e inovadores para um mundo em mudança

Ao avaliarmos os desafios pertinentes à liderança, no século que vivemos, percebe-se que temos a necessidade de unir:

  1. Inteligência: tanto a do Q.I. (Quociente de Inteligência), quanto à do Q.E. (Quociente Emocional). Aliás, o que nos diferencia das máquinas, em última instância, senão a nossa capacidade de gerir nossas emoções?
  2. Humanidade: capacidade do(a) líder autoconhecer-se e conhecer as pessoas com quem se relaciona. Ao menos, espera-se a capacidade de respeitar as demais pessoas, com suas identidades próprias.
  3. Inovação: espera-se que a liderança, no mínimo, não impeça que o processo criativo e inovador, inerente ao ser humano, aconteça.

Por isso mesmo, há que se falar em liderança inteligente, humana e inovadora.

Contudo, para ampliarmos nossa reflexão vamos a algumas considerações relevantes.

Quais são os desafios que justificam tal necessidade no perfil da liderança?

Você certamente já está ciente dos seus desafios diários. Tenho convicção disso. Porém, segundo o Fórum Econômico Mundial até 2020 há uma série de competências críticas a serem desenvolvidas. Não creio haver necessidade, neste momento, de adentrarmos em cada uma das competências que foram classificadas como críticas a serem desenvolvidas. Porém, há uma questão bastante relevante para avaliarmos: quais são as vantagens em sermos líderes inteligentes, humanos e inovadores? Aliás, importante que fique claro: sermos líderes inteligentes, humanos e inovadores faz sentido tanto a nível pessoal, quanto profissional e organizacional.

Vejamos algumas considerações que aqui levantamos e você pode complementar livremente.

  1. O século XXI demanda líderes que reconheçam o potencial do ser humano, tenham uma visão estratégica e sistêmica e com isso possam gerar valor através do capital intelectual da sua organização.
  2. A pessoa que exerce a liderança necessita ampliar o seu nível de autoconhecimento e por consequência, suas relações com o ecossistema organizacional.

III. Geram-se diferenciais competitivos pessoais e empresariais ao compreender-se as bases da filosofia da mente, da aprendizagem, da criação do conhecimento e da inovação. Sem deixar de lado a geração de indicadores de gestão que sejam coerentes com a sua realidade.

  1. Consegue-se utilizar de forma mais adequada o capital intelectual, à medida que se compreende melhor a mente humana, a aprendizagem, a criação do conhecimento e da inovação e os indicadores de gestão.
  2. Desperta-se na equipe o sentimento de pertença, liberdade de criação e responsabilidade pelo sucesso das ideias sugeridas. O(A) líder assume o papel de guia e mentor, não apenas de orientador(a) e distribuidor(a) de tarefas e metas.

Como já disse, certamente, não são estas as únicas razões para que sejamos líderes inteligentes, humanos e inovadores. Todavia, espera-se que, ao menos, fique claro que ser líder com estas características pode determinar o seu sucesso, ou seu fracasso, pessoal e profissional. Assim como, da sua empresa.

* Jocelito André Salvador, Founder e CEO da Conducere Inteligência Corporativa. Mentor e assessor de Smart Business. Professor universitário, com ênfase em controladoria, educação corporativa, gestão do conhecimento e inovação. Coautor do livro Inovação e Cidades Inteligentes: desafios e oportunidades para as cidades do século XXI.

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