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Agronegócios

Produtividade das lavouras experimentais do Parque da Expodireto reflete uso da tecnologia

Produtividade das lavouras experimentais do Parque da Expodireto reflete uso da tecnologia
Valmir Dapont e Jorge Gehrke em lavoura de milho que alcança 350 sacos/ha e na soja é entre 130 a 150 sacas/ha
10.03.2020 09h51  /  Postado por: helaine

Valmir Dapont e Jorge Gehrke em lavoura de milho que alcança 350 sacos/ha e na soja é entre 130 a 150 sacas/ha

O Parque da Expodireto Cotrijal possui sete hectares de parcelas plantadas de forma experimental. Nestes locais, diversas empresas do agronegócio exibem a qualidade de suas cultivares, sobretudo, nas culturas de milho e soja. E se engana quem pensa que as lavouras experimentais servem apenas para exibição. Os talhões são trabalhados durante o ano inteiro, recebendo atenção especial de uma equipe técnica da Corijal e dos expositores. O trabalho é tão sério que até a produtividade é calculada.

Conforme o responsável técnico pela área experimental, Valmir Dapont, a produtividade do milho é de até 350 sacos/ha, enquanto que a média da região nos últimos anos variou entre 150 e 250 sacos/ha. Em relação à soja, a produtividade média no parque é de 130 a 150 sacas/ha. Na região do Planalto gaúcho, a produtividade varia, em talhões menores, de 70 a 150 sacas/ha.

O segredo para a alta produtividade, segundo Dapont, deve-se a dois fatores: capricho, conhecimento e tecnologia. “As lavouras experimentais demonstram o que a genética permite. Porém, há vários fatores que diminuem a perspectiva da cultivar responder. Água é um limitante que não temos no parque (no local há um açude que cobre cinco hectares) e a fertilidade no solo recebe atenção especial, com adubação pesada. Cuidamos cada cultura como se fosse um filho para que expresse o máximo de produtividade”, reconhece Dapont.

Após o fim da feira, é realizada a limpeza dos talhões, o produto é colhido e é feito o manejo de trituração da palha excedente. Na sequência, é passado dessecante e a área é subsolada. Depois, os espaços são uniformizados novamente para a entrada do plantio de cobertura, geralmente, aveia ou trigo provenientes de sementes internas da Cotrijal.

– Esse é o padrão para todos os espaços. Se uma empresa quiser plantar outro tipo de planta de cobertura, como uma leguminosa ou outro tipo de gramínea que tem sistema radicular mais agressivo ou para nitrogênio, ela traz a semente e realiza o trabalho sem problemas – relata o técnico.

Quando chega o verão, cada empresa traz sua genética para plantio. E não pense que o trabalho é simples. O plantio é feito de forma manual com saraquá. O objetivo é ter o número exato de plantas por metro quadrado.

– É raro plantar com a semeadora. A grande maioria é no grão a grão – comenta Dapont.

Atenção o ano todo

Para chegar no resultado esperado, é feito um trabalho conjunto com os expositores. O produtor rural e representante comercial da Pioneer, Jorge Gehrke, ressalta que o espaço recebe atenção durante todo o ano.

– O trabalho começa desde maio com cobertura de inverno e análise de solo. Às vezes, tem que fazer calagem, correção, depois tem que dessecar, colocar cobertura de inverno, demarcar linhas, fazer o plantio, raleio, passar herbicida, manter a lavoura limpa, fazer a cobertura de ureia, aplicar fungicida e inseticida. Não é algo de última hora, envolve o ano inteiro praticamente. E também é preciso pensar no layout da área para o produtor chegar aqui e ter uma sequência lógica das práticas culturais – afirma.

Gehrke participou de todas as edições da Expodireto e considera que a área experimental, junto ao maquinário exposto, forma o local perfeito para receber o produtor, uma vez que envolve toda a propriedade.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal

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