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Agronegócios

Perdas chegam a 50% com a estiagem

Perdas chegam a 50% com a estiagem
Perda média está em 50% nas áreas colhidas dos 5,9 milhões de hectares cultivados com soja no Estado, na safra 2019/2020
16.03.2020 15h22  /  Postado por: helaine

Perda média está em 50% nas áreas colhidas dos 5,9 milhões de hectares cultivados com soja no Estado, na safra 2019/2020 FOTO: MAIQUEL JUNGES

A estiagem no Rio Grande do Sul, lamentavelmente, atingiu níveis de perdas consolidadas extremamente elevadas e a cada dia seus percentuais aumentam. Em diversas regiões as quebras dos principais grãos de sequeiro já ultrapassam os 50%, o que traz enormes preocupações e a ansiedade cresce proporcionalmente ao aumento dos percentuais, não apenas dos produtores, mas de todos que têm seus negócios dependendo do desempenho dos primeiros, o que ocorre na maioria dos municípios do Estado.

Resultado de um consenso em torno das propostas construídas lideranças políticas e de setores ligados ao agro, na reunião aberta ocorrida na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul – Farsul, no dia 6 de Março na Expodireto Cotrijal, as demandas foram à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e ao secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, na quarta-feira (11).

Na região da Cotrijal os produtores tiveram que antecipar a colheita porque as vagens começaram a debulhar pela falta de umidade FOTO: BENO LÜTKEMEYER

Lideranças do agro entregam de demandas da estiagem à ministra da Agricultura

Representantes de federações e associações do setor agropecuário; das bancadas federal, estadual e do governo; além de cerealistas, produtores rurais e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha na Câmara dos Deputados, Alceu Moreira (MDB), entregaram as demandas relacionadas à estiagem à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e ao secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. O ato ocorreu na quarta-feira (11), em Brasília, e reuniu.

– Foi a união de todas essas entidades que culminou neste documento que entregamos ao governo federal. Precisamos manter um discurso único neste momento tão desafiador e que exige ações imediatas para amenizar os prejuízos de toda a cadeia produtiva – destacou Brum.

O documento traz oito reivindicações FOTO: JESSEN PEIXOTO/UNALE

O documento traz oito reivindicações. Dentre elas, o pedido para que os financiamentos de custeios tenham repactuamento para 10 anos e os investimentos sejam prorrogados para quando terminar a última parcela, inclusive aquelas contraídas sob o Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

Outra demanda é a dispensa do limite de 8% por parte das instituições financeiras no caso de renegociação de operações de crédito de investimento rural contratadas com recursos repassados pelo BNDES. Além disso, foi solicitada a criação de linhas de créditos para cooperativas, cerealistas e empresas fornecedores de insumos, e para agricultores familiares com teto de até R$ 30 mil.

O material reivindica ainda a implantação de uma linha especial de manutenção das propriedades da agricultura familiar, uma proposta para melhorar a distribuição de milho no Estado credenciando mais armazéns, e que seja permitido ao produtor de tabaco o acesso às linhas especiais e de renegociação de dívidas.

A ministra Tereza garantiu que a partir de quinta-feira (12), às 9h, iniciariam as reuniões para cuidar caso a caso das demandas encaminhadas. A ministra informou que ela mesma irá liderar os encontros.

PERDAS

De acordo com o levantamento das entidades apresentados no início da semana na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), em muitas regiões as quebras dos principais grãos já ultrapassam 50%.

“Isso traz enormes preocupações e a ansiedade cresce proporcionalmente ao aumento dos percentuais, não apenas dos produtores, mas de todos que têm seus negócios dependendo da agricultura e da pecuária, o que ocorre na maioria dos municípios gaúchos”, aponta o documento entregue à ministra.

O material informa que, de acordo com o Banco Central, foram tomados no Estado como crédito rural oficial, entre julho e dezembro do ano anterior, R$ 18,7 Bilhões, por meio de 225.183 contratos.

eEm muitas regiões as quebras dos principais grãos já ultrapassam 50%
Foto: Maiquel Junges

PARTICIPANTES – A audiência no gabinete da ministra Tereza Cristina contou com a presença de representantes do governo do Estado e outros parlamentares do Rio Grande do Sul

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