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Fiéis participaram da missa dominical dentro dos carros

Pároco Laerte Reis pediu que coleta do dia fosse entregue diretamente para a conta dos hospitais
Fiéis participaram da missa dominical dentro dos carros
Celebração em frente à Igreja Matriz Cristo Rei depois de um mês de distanciamento social, atraiu pelo menos 300 pessoas que ficaram dentro dos automóveis
20.04.2020 14h42  /  Postado por: helaine
Texto e fotos: Helaine Gnoatto Zart – Jornal A Folha/A Folha do Sul

Para os cristãos, o primeiro domingo após a Páscoa é lembrado por Jesus ter aparecido aos seus discípulos, depois de ter sido crucificado, morto e ressuscitado (Páscoa). Estavam todos trancados numa casa, com medo da perseguição dos judeus por serem seguidores de Jesus. “A paz seja convosco.” E dito isto mostrou-lhes as mãos e o lado!… E disse-lhes pela segunda vez: “A paz seja convosco. Assim como meu Pai me enviou, assim eu vos envio!”

Tomando por base a liturgia do dia, o padre Laerte Reis, pároco da Igreja Católica em Não-Me-Toque, iniciou o sermão fazendo um comparativo do medo que os discípulos de Jesus estavam sentido, com o medo que hoje toma conta das pessoas, por causa do novo coronavírus. A missa foi celebrada ao ar livre, em frente à Igreja Matriz Cristo Rei, com os fiéis dentro dos veículos, dia 19 de abril.

Pároco Laerte Reis voltou preparou um sermão que buscou responder para os fiéis “onde está Deus” neste momento de pandemia

– Hoje, estamos como os discípulos de Jesus, fechados em casa e com medo. Só que o nosso medo é do vírus que assombra o mundo. Muitos me perguntam, “onde está Deus?”. Deus não enviou o vírus para castigas a humanidade. Nós estamos colhendo o que plantamos, desde muitos anos. Literalmente, excluímos de nossas vidas os Dez Mandamentos e nos perdemos nos sete pecados capitais, falou o padre Laerte Reis para cerca de 300 pessoas, em frente à igreja, e outras centenas acompanhando pelo Facebook. A missa foi transmitida ao vivo pelo Porta NMT. Pelo menos 150 veículos se aglomeraram no pátio da comunidade e na rua em frente à igreja.

O padre Laerte foi dando exemplos, relacionando os sete pecados capitais à práticas do cotidiano das pessoas.

Inveja: quando se nega os valores dos outros, se manifesta desprezo por suas conquistas.

Ira: pelas manifestações de ódio e irritação. Atitudes que destroem famílias, agridem terceiros pelas redes sociais, e ainda projetam esse sentimento contra a própria pessoa.

Gula: as pessoas confessam, o que mais fazem na quarentena é comer. Comer com exagero, mais do que o corpo precisa é também um pecado capital.

Avareza: excessivo apego ao dinheiro. Medo de que os bens materiais venham a faltar. Não divide o que tem, não oferta o que tem em abunbdância, nem contribui com ações da sociedade.

Orgulho: ideia exagerada sobre si mesmo, hábito de se vangloriar.

Mentira: compartilhar fake News, além de omitir a verdade quando lhe convém.

Luxúria: busca incessante de prazer sexual e de consumo de toda a natureza.

Preguiça: falta de vontade de agir, trabalhar e realizar.

– Agora, confinados em casa, estamos com medo. Não sabemos em qual momento teremos que prestar contas a Deus. Pode ser hoje, amanhã…. Sabemos que não poderemos levar os bens materiais que acumulamos em detrimento das relações familiares e do bem comum. Quem bom que nos demos contas que a vida é mais do que posses e estamos em tempo de mudar – enfatizou.

Celebração em frente à Igreja Matriz Cristo Rei depois de um mês de distanciamento social, atraiu pelo menos 300 pessoas que ficaram dentro dos automóveis

Aos empresários, pediu que que não demitam seus funcionários. Apelou pelos pais de famílias, pelos filhos que ele precisa dar de comer.

– É momento de acolher, fazer sentir que estamos numa sociedade solidária. É momento de encontrar a respostas para a pergunta “onde está Deus?”. Faça com que Deus viva no teu coração. Porque Deus está presente nas pessoas da tua família, dos teus funcionários, nas vítimas da pandemia, nos incansáveis profissionais de saúde, nos cientistas que estão buscando uma solução, nos repositores de mercadorias nos supermercados, nos atendentes de farmácia, nos cuidadores de idosos, nas faxineiras, coletores de lixo, policiais, frentistas dos postos, transportadores, em todas as pessoas que não podem ficar em casa para se cuidar, porque estão cuidando para que não te falte nada.

Chamou atenção, ainda, que o momento obriga a repensar hábitos, como passar horas no celular e não dedicar uma hora por dia aos filhos. Reavaliar se a agenda cheia de compromissos e lazer são realmente prioridades.

Terminou apelando para que as pessoas fiquem em casa, que os idosos não se exponham em filas de bancos, supermercados e outros locais.

–  A pandemia não é castigo de Deus. Estamos colhendo o que plantamos. Estamos sempre com a agenda cheia, as lavouras não descansam mais, os domingos não são mais tirados para Deus, para a família ou descanso. Fiquem em casa, sejam criativos e amorosos – finalizou o sermão.

Distribuição da Eucaristia atendeu todos que participaram da missa

OFERTA

No momento do ofertório, quando a comunidade é convidada a fazer sua oferta que tem destino para ações da igreja, o pároco convocou aos fiéis para que façam uma doação voluntária aos hospitais de Não-Me-Toque, reconhecendo a importância destas instituições, não somente neste momento de pandemia, mas porque é onde todos recorrem quando precisam, durante toda a vida.

Ao final da celebração, foram lançados balões, ligados em forma de um rosário, manifestação para pedir bênçãos à comunidade não-me-toquense.

Um rosário de balões sobrevoou o céu ao final da missa que teve buzinaço

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