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Cinco vereadores repudiam comentário preconceituoso em programa de rádio   

Cinco vereadores repudiam comentário preconceituoso em programa de rádio   
15.05.2020 11h30  /  Postado por: helaine

O Poder Legislativo de Não-Me-Toque manifestou repúdio, na terça-feira (12 de maio), por meio de uma Moção (nº 0011/2020), à declaração em um programa ao vivo na rádio Ceres, transmitido aos sábados pela manhã, que gerou dezenas de reações de descontentamento. O assunto foi um dos mais comentados na semana.

Cinco vereadores – Alberto Maurer (PDT), Carlos Alberto Bacher (MDB), Charles Morais, Cláudio Trentin e Paulo Rodrigues (Progressistas) – consideraram o linguajar do radialista inadequado e classificaram seus conceitos de misóginas (rancor ressentimento a alguma mulher) e homofóbicas (ofensa a pessoas homossexuais). A avaliação consta na justificativa da Moção de Repúdio.

Um vídeo editado da declaração publicado em redes sociais polemizou gerando grade repercussão tanto no Facebook quanto no Whatsapp. O primeiro perfil público a manifestar descontentamento teve 46 compartilhamentos, 62 comentários e 193 reações. No vídeo, o apresentador do programa Bom dia Amigos, Gilson Trennepohl, ao lado da convidada que estava sendo entrevistada no programa de sábado (9 de maio), fez apontamentos sobre quais estilos musicais não tocariam na programação da sua rádio.

Fez referência direta a alguns cantores: “não toca aqui aquele veado desgraçado, aquele não toca” (Pabllo Vittar) e “não toca aquela maconheira que faz apologia à maconha”. Menciona  Anita, mas quer corrigir e não lembra o nome da artista. Continuou dizendo que “aqui não vamos dar vazão a essas porcaria de batidão dos baile de favela”. “Se isso for censura, que seje (risos)”, completa Gilson.

A justificava da moção se atrelada às “palavras ofensivas dirigidas a grupos da sociedade claramente discriminados, com conceitos misóginas e homofóbicos”. A moção também reitera que, qualquer menção de “prepotência, credo religioso, renda e à própria cultura” é ofensivo diante do “sofrimento”, vivido pelas pessoas “diante das desigualdades”.

Ainda, de acordo com os vereadores, “prezamos pelo respeito a todos os cidadãos e todos os grupos que, com suas diferenças, formam a nossa sociedade atual” salientando o dever de não haver descriminalização ou ofensa a qualquer cidadão.

Em sua defesa, diante da repercussão, o comunicador se manifestou na sua rádio, no dia 12 de março, pedindo desculpas pelas palavras mal proferidas e que sua intenção não foi ofender as pessoas.

 

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