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Agronegócios

Produtividade final supera as expectativas e safra de soja chega a 137,1 milhões de toneladas

Produtividade final supera as expectativas e safra de soja chega a 137,1 milhões de toneladas
Bons números iniciais são fruto da parceria nos 365 dias do ano.
09.04.2021 15h59  /  Postado por: A Folha

Lavouras avaliadas na BA e no RS pelas últimas equipes do Rally da Safra surpreendem e contribuem para uma produtividade média recorde no Brasil

A safra brasileira de soja 2020/21 foi marcada pela irregularidade climática que causou grandes transtornos do plantio à colheita. Apesar disso, a temporada termina com um surpreendente recorde triplo.

O primeiro refere-se à maior área já plantada no país — 38,6 milhões de hectares, 1,6 milhão de hectares acima da safra anterior. Na sequência, o recorde de produção, cuja estimativa foi elevada para 137,1 milhões de toneladas pela Agroconsult, organizadora do Rally da Safra, ao final de três meses percorrendo as principais regiões produtoras do país e confirmando a projeção de safra recorde divulgada no início do Rally (era de 134,0 milhões em 23 de fevereiro). São mais de 10 milhões de toneladas acima da safra passada, o equivalente a um crescimento de 8,5%. E, por fim, o recorde de produtividade, inesperadamente alta numa temporada de tantos problemas. A expectativa é de que os produtores brasileiros colham na média 59,3 sacas por hectare – 2,3 sacos acima da safra passada e 0,8 sacos sobre a melhor marca anterior, obtida em 2018.

Rio Grande do Sul

O bom desempenho se deve em parte às regiões de soja mais tardia, percorridas em março pelas últimas equipes da etapa de avaliação de soja do Rally 2021. É o caso do Rio Grande do Sul, que tem tudo para retomar a segunda posição no ranking dos principais estados produtores, com uma safra de 21,1 milhões de toneladas. A produtividade média do estado é projetada em 57,9 sacas por hectare, recuperando-se do péssimo desempenho da safra anterior, na qual as lavouras produziram apenas 37,1 sacos por hectare, prejudicadas por uma forte seca. Até o final de março, apenas 30% da área do estado havia sido colhida – se as lavouras mais tardias continuarem produzindo bem, não se descarta uma revisão positiva nas estimativas.

“O início da safra no Rio Grande do Sul parecia pouco promissor. A chuva demorou para regularizar e o plantio atrasou. Em fevereiro e março, porém, choveu na medida, favorecendo o peso do grão e permitindo ótimos resultados”, explica André Debastiani, coordenador do Rally.

Não-Me-Toque

A colheita da safra da soja em Não-Me-Toque iniciou em meados do mês de março e alcançou seu ápice na primeira semana de abril. De acordo com a Cotrijal, os trabalhos seguem intensos até o dia 15, quando quase todas as áreas deverão estar colhidas.

Em Vista Alegre, interior de Colorado, Eduardo Roveda chegou a duvidar dos gráficos da sua máquina colhedora.

— Registrar, em uma safra que apresentou indicativos de estiagem, produção superior a 100 sacas por hectare é gratificante, avalia o associado da cooperativa.

O resultado, de 101,3 sacas/hectare, foi alcançado em 38,1 hectares, colhidos dia 17 de março, e mostra que o trabalho teve boa condução

O grande diferencial da área está nos cuidados com o solo. Ediomar Chagas, engenheiro agrônomo que assiste a propriedade, destaca o aporte de adubação, correção pós-colheita, rotação de culturas e formação de palhada. O produtor afirmou que também acredita muito na qualidade das sementes, principalmente desta cultivar, que já vem há várias safras apresentando boas médias de produtividade. 

O rendimento acima de 100 sacas por hectare também foi alcançado por outros produtores na região de Não-Me-Toque, onde a média deverá ficar próximo a 80 sacas por hectares.

– Teremos uma safra com excelente rendimento, com agricultores colhendo entre 70 e 90 sacas por hectares. O rendimento aliado aos bons preços nos deixa muito satisfeitos – avaliou Ricardo Warken. O produtor rural lembra que, apesar dos preços valorizados, a implantação das lavouras tiveram alta dos insumos na mesma proporção do crescimento do valor da saca de soja, que no auge da safra está acima de R$ 160,00.

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