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Economia e Negócios

Aumento do risco-país alerta para necessidade de diversificação e “globalização” dos investimentos

Aumento do risco-país alerta para necessidade de diversificação e “globalização” dos investimentos
26.04.2021 10h29  /  Postado por: A Folha

Marcelo Cabral
Gestor de investimentos internacionais

A baixa rentabilidade das aplicações em renda fixa e o acesso à informação para novos investimentos levaram muitos gaúchos a investir em renda variável nos últimos anos. Mas a oscilante bolsa brasileira pode exigir tempo e uma certa dose de aventura. Por isso, os investimentos em capital estrangeiro estão se tornando um atrativo, muito além da questão da desvalorização cambial, afinal, o que for investido em moeda estrangeira terá retorno em moeda estrangeira.

O gestor de investimentos Marcelo Cabral, que tem mais de 32 anos de experiência no mercado internacional, que já dirigiu mesas de investimento em Nova Iorque, Londres, Luxemburgo, Hong Kong e São Paulo e foi executivo do J. P. Morgan, Morgan Stanley e Credit Suisse, afirma que investidores precisam estar atentos às oportunidades internacionais.

Para gestor gaúcho radicado nos EUA, foi presidente do Bradesco Europa e Bradesco Securities, em Nova Iorque, e agora  dirige a sua empresa, a Stratton.

Com as medidas de restrição devido ao Covid-19, a deterioração das contas públicas e a instabilidade da moeda, o mercado segue pessimista com relação ao futuro da economia brasileira. Dando sequência à queda histórica de 4,1% do PIB em 2020, a projeção do Boletim Focus para este ano não indica a tão esperada retomada em “V”: semana a semana, o indicador piora. Quais as consequências disso no bolso do investidor?

Na avaliação do gestor de investimentos internacionais da Stratton Capital, Marcelo Cabral, além das circunstâncias da pandemia, há elementos estruturais que comprometem as expectativas para ativos brasileiros, como a paralisação da agenda de reformas e o aumento da incerteza jurídica. É o efeito do risco-país.

— O patrimônio não deve estar 100% exposto à volatilidade e às incertezas da conjuntura brasileira. Se houver uma recessão ou piora sistêmica, todas as aplicações perdem valor ao mesmo tempo. Essa concentração excessiva de riscos é perigosa e desnecessária —, alerta o gaúcho radicado nos Estados Unidos há mais de 30 anos.

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