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Colunista e Opinião

Bebidas e destinos etílicos pelo Brasil e no mundo: França, o país berço do vinho

Bebidas e destinos etílicos pelo Brasil e no mundo: França, o país berço do vinho
26.04.2021 16h28  /  Postado por: A Folha
Por Claudir Roos

Olá,  caríssimos leitores. Obrigado pelo carinho recebido de todos que nos apoiam e no motivam a continuar esse trabalho voluntário e extremamente satisfatório por estar aqui ocupando um espaço extenso e extremamente valioso para os proprietários deste jornal e, em especial, pelo entretenimento e cultura levado a cada assinante e leitor. Nesta semana, fiquei um pouco surpreso por sofrer a ação de vandalismo e delinquência de um indivíduo nesta cidade que acabou furtando de um dos veículos de nossa Empresa o espelho retrovisor do lado direito, causando um dano considerável. (Mas, que vá o anel e que fique o dedo).

Seguimos nossa viagem e nada mais fantástico do que escrever sobre a FRANÇA. Quando falamos em vinho, é impossível não associarmos de imediato a bebida ao país. O povo francês tem o vinho no DNA. O ato de beber vinho na França é uma prática cotidiana, na verdade, lá o vinho é considerado alimento, tanto cultural como oficialmente – está regulamentado em lei.

As vinícolas francesas são conhecidas em todo o planeta, e seus vinhos são alguns dos mais famosos e valorizados do mercado. O país tem mais de 15 grandes regiões produtoras. o país produz mais de 4,5 bilhões de litros de vinho por ano e ainda conta com um dos maiores índices de consumo da bebida: cerca de 45 litros por habitante. A quantidade de vinhos é imensa, as diferenças de sabores e aromas são enormes, o clima diversificado em todo o país garante o estilo único de cada vinho, e suas qualidades são inegáveis.

O cultivo de vinhas e produção de vinhos na França é altamente controlado. A legislação referente à vitivinicultura é rigorosa, e garante a qualidade da bebida no país.

Vinho. O doce, suave e poderoso elixir que pontua uma refeição e eleva o espírito. Branco, tinto, rosé ou espumante – a França ostenta a reputação de possuir alguns dos melhores vinhos do mundo. Muitos vinhos franceses são classificados pela região em que suas uvas são cultivadas, sob o rótulo AOC (Appellation d’origine contrôlée), algo como “denominação de origem controlada”. A AOC com a qual eles são identificados reflete as qualidades únicas do solo e do clima da região. Reconhecer os mais de 300 AOCs da França não é tarefa das mais simples, mas eis uma desculpa perfeita para voltar várias vezes e tentar provar todos!

História

A história do vinho na França é tão antiga quanto a história do vinho no velho mundo como um todo. Do Império Romano (e antes) até a Idade Média (com os monges e as ordens clericais), o costume de fabricar e beber vinho permaneceu sendo parte da vida do povo francês.

A história do vinho na França é tão antiga quanto a história do vinho no velho mundo como um todo.

Nos últimos dois séculos, muitas crises assolaram a vitivinicultura na França, sejam naturais, como a praga da filoxera, sejam causadas pelo homem, como as duas grandes guerras. Apesar desses contratempos, o país se saiu bem em todas às vezes e usou isso para melhorar sua produção.

Atualmente, a forte tradição, a cultura enraizada no povo e as novas maneiras de tratar o vinho em todo o processo de sua produção garantem o lugar de destaque à França no mercado mundial.
Na França, existem mais cerca de 300 AOCs distribuídas em 10 regiões principais, representando 29% da produção de vinhos no país.

Vamos embarcar em uma viagem para explorar as regiões onde as uvas crescem por entre colinas e vinhedos no Vale de Ródano, na fronteira alemã da Alsácia e juntinho do Atlântico perto de Bordeaux. Sirva-se com uma taça de inspiração e encante-se com o nosso guia das melhores regiões vinícolas da França.

Regiões vinícolas Francesas

Apresentando mais de dez regiões vinícolas em seu território, a França possui algumas das mais conhecidas no mundo do vinho, como Bordeaux, Borgonha, Champagne, Alsácia, Loire e Vale do Rhône. Graças a grande variedade de exemplares e uvas cultivadas na região, o país é um dos mais cultuados por especialistas, críticos e amantes dos bons vinhos.

Bordeaux

A região vinícola da appellation de Bordeaux , onde o solo arenoso único gera grãos especiais, o que inspirou a vinoterapia local, produz grãos de uva ricos em minerais e antioxidantes.

Encha os olhos e o paladar em Saint Emilion, Patrimônio da Unesco, com sua igreja monolítica e ruínas históricas, e prove do seu delicioso vinho tinto. Uma parada na cidade portuária de Bordeaux será um ótimo interlúdio gastronômico – não perca o “entrecôte a la bordelaise”, um bife de costela com molho de vinho tinto. Seguindo pelo estuário com seus curiosos “carrelets” (redes de pesca quadradas) pontuando as margens, você chegará a Médoc.

Dica de hotel em Bordeaux: Inter-Hotel Apolonia (diárias a partir de €91 por pessoa)

Médoc

Corra e hidrate-se no melhor estilo de Médoc na Maratona de Médoc. Ao fundo, a sede da Vinicola Château Mouton Rothschild

A AOC Médoc logo vem à mente quando se pensa nos sofisticados vinhos franceses. Uma lista de Grands Crus (classificação regional de vinhos) tão antigas quanto de 1855 vai ajudar o visitante a se achar por regiões vinícolas como o Château Mouton Rothschild em Pauillac.

Château Mouton Rothschild 2008 – PREMIER CRU CLASSÉ  – R$ 18.562,61

A propriedade mantém uma tradição anual, desde 1945, de convidar artistas como Dali, Picasso e Jeff Koons para criarem rótulos de vinhos, marcando cada ano de forma única dentro e fora da garrafa.

Se sobrar fôlego, encare a Maratona du Médoc em setembro – uma corrida temática, pontuada por 22 paradas para provar vinhos e “petiscos” (ostras, carnes, queijos etc.).

Dica de hotel em Médoc: Chateau Beau Jardin (diárias a partir de €90 por pessoa)

Borgonha

A região vinícola de Borgonha tem uma reputação única para vinhos de primeira classe, por sediar os vinhos tintos mais caros da França – garrafas da propriedade Domaine de la Romanée-Conti custam até R$ 50.000. Profissionais e conhecedores a visitam todo mês de novembro para um leilão de vinhos em Beaune, onde vinhos de alta qualidade dos vinhedos de Hospices de Beaune são vendidos. Os eventos que acontecem na época do leilão são ótimas oportunidades para provar os produtos típicos locais, incluindo alguns vinhos raros.

Como nasceu o vinho mais caro do mundo

O vinho Romanée-Conti é um dos mais cobiçados, mais caros, mais emblemáticos e mais disputados do mundo! Difícil falar desse vinho. Mas somos maníacos por vinhos e já lemos muito a respeito, então vamos tentar esclarecer, de forma simples e descomplicada, o que o faz tão famoso e tão especial!

Produzido em Côte de Nuits, uma sub-região da Borgonha, na França, e é considerado pelos especialistas como o maior vinho da borgonha e um dos melhores da França. É feito exclusivamente com uva pinot noir e as uvas utilizadas são somente as cultivadas no Domaine de La Romanée-Conti, que tem 1,8 hectares (o que explica o porquê a produção é tão pequena), dependendo da produção de cada ano são feitas de 4 a 6 mil garrafas por safra, antes de ser engarrafado já está vendido, ou seja, na barrica e existe uma fila de espera para as próximas safras de cada ano.

Os vinhos da Borgonha contam história há mais de 10 séculos! Isso mesmo. Segundo registros históricos, os vinhedos da região já existiam quando os romanos lá chegaram. No século XII esses vinhedos foram transferidos para os monges do Mosteiro de Saint-Vivant.

Quer saber um pouco da história deste ícone do mundo do vinho, há uma publicação que conta em detalhes: A História do Romanee Conti (Maximillian Potter) que foi eleito o melhor livro sobre de 2014 pelo NY Times. Também manifesto a publicação de Arnaldo Grizzo em de dezembro de 2018, quando no mesmo ano aconteceu em Nova York o arremate em leilão de uma /garrafa de Domaine de La Romanée-Conti 1945 que foi arrematada por 558 mil dólares, até o momento, a  garrafa de vinho mais cara da HISTORIA! Já vendida!

Em uma visita a Borgonha não pode faltar uma parada em Dijon, a cidade famosa por sua mostarda, mas também por sua bebida de licor de cassis com vinho branco. Quando estiver em Dijon, a cidade dos cem campanários, não deixe de passar ao lado da igreja de Notre-Dame para participar da tradição de passar a mão na pequena escultura da coruja em sua fachada – dizem que quem passar a mão esquerda da esquerda para a direita terá seu pedido realizado.

Dica de hotel em Borgonha: Hotel Le Home (diárias a partir de €88 por pessoa).

Jura

O Château-Chalon e a linda vista das montanhas de Jura

Entre a região vinícola de Borgonha e os Alpes Suíços, fica a menor região de vinhos da França. Ainda pouco visitada pelos turistas, a região mantém um charme de interior, perfeito para uma visita descontraída e um papo com um dos mais de 200 vitivinicultores da região. O segredo mais bem guardado de Jura é o Vin Jaune (vinho amarelo) – um vinho de grande prestígio composto por 100% de uvas Savagnin, cultivadas no fim da estação, e maturadas por pelo menos seis anos.

A dica é procurar pelo Vin Jaune na AOC Château-Chalon, com seus aromas de nozes, especiarias e até gengibre – melhor deixar decantar um dia antes de beber. A cidade medieval de mesmo nome esconde ainda o Le P’tit Castel, um restaurante tradicionalíssimo onde a especialidade é combinar os vinhos de Jura com um prato de Poulet de Bresse (frango de Bresse) com creme de cogumelos Morilles.

Vin Jaune – o vinho amarelo

Dica de hotel em Jura: Le Clocher (diárias a partir de €89 por pessoa).

Bem caríssimos leitores, obrigado pela companhia de vocês nessa viagem ao berço do vinho. Na próxima edição, permaneceremos na França, desta vez, mostrando a região da Champagne. Seguimos sempre disposto a atender os interessados em conhecer para degustar os vinhos e os Champagnes Franceses em seus locais de origem… Bem, eu saliento, maiores informações, aqui estamos! A Gute Reise vai com vocês.

 

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