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Agronegócios

Cotrijal: A nova geração do agro

Cotrijal: A nova geração do agro
Alexandre Picinin (à esquerda) é a terceira geração de sua família no campo. Na foto, da esquerda à direita: Gilnei (tio de Alexandre), Gilberto (pai) e Elio (vô).
30.06.2021 09h19  /  Postado por: A Folha
Por  Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal

Quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou o Censo Agropecuário de 2017, veio o alerta: os jovens com idade entre 25 anos e 35 anos, no meio rural, representam apenas 9,48% do contingente da população rural. Na pesquisa anterior, de 2016, eles eram 13,56%. Como mudar esta realidade? Como lidar com a sucessão rural? Qual é o futuro campo? São tantas perguntas e as respostas podem estar na própria juventude.

Alexandre: tecnologias facilitam o trabalho no campo.

O produtor rural Alexandre Picinin, 31 anos, calcula que cerca de 30% de seus amigos de infância, em Tapera, seguiram morando nas propriedades. Ele próprio saiu de casa para estudar Agronomia e decidiu voltar para o campo por três motivos: ausência de mão de obra, incentivo do pai, Gilberto, e o amor pela agricultura.

“Eu gosto de trabalhar na lavoura, não me importo com horários, trabalhamos direto na safra, sem final de semana. E eu gosto de ver as plantas vindo, crescendo. É bonito”, resume Alexandre.

Desde os 10 anos de idade ele ajuda na lida e é apaixonado pelo campo. Hoje, Alexandre faz parte da terceira geração da família e atua na propriedade junto com o avô, Elio, e o tio, Gilnei.

Chama atenção a organização da família Picinin. Cada um possui uma área de terra para trabalhar e administra sua lavoura como bem desejar.

Patricia Zanini cursou Ciências Contábeis já visando atuar na propriedade de sua família.

“Desde o tempo do meu avô funciona desta forma. Eu ainda trabalho junto com meu pai, enquanto meu avô tem sua área e meu tio a dele. O serviço é em sociedade, um ajuda o outro e os maquinários são divididos em partes iguais. Uma vez por mês fazemos acertos. A gente faz uma reunião e coloca o que gastou. São acertos comuns, bem prático e fácil”, explica Alexandre.

Cooperativismo é essencial

Alexandre é sócio da Cotrijal desde os 18 anos, seguindo os passos do avô e do pai. Eles se associaram na década de 1980, logo que a cooperativa instalou unidade em Lagoa dos Três Cantos, que na época ainda não era emancipado. Gilberto, pai de Alexandre, tinha 19 anos quando se associou.

Alexandre considera a credibilidade e a confiança transmitidas pela cooperativa como essenciais. “Assistência técnica vale muito, não tem do que se queixar. Simplicidade de como é recebido na unidade, a gente chega lá e parece que está em casa. É uma coisa bem tranquila, é um local bem acessível. Isso conta bastante”, afirma.

O produtor relata ter participado de diversos fóruns de jovens promovidos pela Cotrijal durante a Expodireto. A experiência serviu como incentivo para se tornar um jovem cooperativista.

CRESCENDO COM A COOPERATIVA

Jackson Cerini, 33 anos, é outro exemplo de jovem que deixou a propriedade para cursar Agronomia e voltou para casa, em Tio Hugo, para atuar na lavoura. Ele ainda fez mestrado em Ciência dos Solos e trabalhou em uma multinacional que vendia fertilizante. Mas não teve jeito, a paixão pelo campo e a família foram mais fortes.

“Apesar de estar em um trabalho que eu gostava, resolvi voltar para a propriedade e ajudar a crescer. Conseguimos aumentar o tamanho da propriedade e ir melhorando”, relata Jackson.

Faz oito anos que o produtor atua na propriedade de seus pais, com lavouras em Mormaço e Tio Hugo. Ele acredita que boa parte de seus amigos de infância ainda possui ligação com a agricultura. “Por serem cidades menores, acho que é mais fácil ficar no campo e ter ligação com a agricultura do que ir buscar coisas fora”, comenta.

Além da atuação como agricultor, Jackson se destaca por seu trabalho no cooperativismo. Ele é atualmente o mais jovem membro do Conselho de Administração da Cotrijal, ajudando a decidir os passos da Cooperativa. Apesar de ser o caçula do colegiado, ele relata que foi muito bem acolhido pelo grupo que se reúne duas vezes ao mês.

“É muito bom trabalhar com pessoas de diferentes idades e experiências. Com menos de 40 anos somos dois no Conselho de Administração. Trabalhamos bem alinhados”, afirma.

Jackson, que é sócio da cooperativa desde 2004, também é líder pelo núcleo de Tio Hugo, colaborando na divulgação dos trabalhos da Cotrijal.

“A Cooperativa tem estrutura, confiança e atende todas as necessidades dos associados. A assistência técnica é muito boa, loja, armazenagem de grãos. Ou seja, suporte em todas as áreas”, destaca.

Leia a reportagem completa no jornal da Cotrijal, edição de junho:

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