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Presidente da Famurs diz que prefeitos foram procurados com “ofertas mirabolantes” por vacinas

Presidente da Famurs diz que prefeitos foram procurados com “ofertas mirabolantes” por vacinas
Compra de vacinas de forma paralela ganhou os holofotes na CPI da Covid (Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS/ Reprodução).
05.07.2021 15h48  /  Postado por: A Folha
Por Gaúcha ZH

O presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen, afirma que dezenas de prefeituras do Estado receberam ofertas por vacinas contra a covid-19 vendidas de forma paralela às negociações do governo federal. Segundo ele, algumas propostas eram “mirabolantes” e envolviam diversas marcas de imunizantes.

Em meio a incertezas no início do ano, prefeitos recém-eleitos, e até os que enfrentavam a pandemia desde 2020, receberam ofertas por meio de mensagens, ligações e em visitas pessoais. Hassen conta que até vídeos com supostos lotes de vacinas chegando em São Paulo eram divulgados.

— No início do ano, nós (prefeitos) tínhamos dúvidas. Isso obviamente causou em todos nós uma ansiedade enorme por mais vacinas — disse Hassen, em entrevista ao Gaúcha Atualidadedesta segunda-feira (5).

Segundo o presidente da Famurs, tudo foi denunciado ao Ministério Público e ao Ministério da Saúde. Ainda conforme Hassen, a Famurs passou a concentrar as negociações como forma de proteger os prefeitos.

As negociações por vacinas ganharam os holofotes na CPI da Covid, do Senado, nos casos envolvendo a Covaxin, da Índia, e a AstraZeneca/Oxford.

Na última quinta-feira (1º), por exemplo, o policial militar Luiz Paulo Dominguetti Pereira afirmou, na CPI, que no dia 25 de fevereiro, durante um jantar em Brasília, recebeu um pedido de propina do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias para que um contrato pelo imunizante da AstraZeneca avançasse.

De acordo com o vendedor, teria sido pedida propina de US$ 1 para cada dose. Roberto Dias foi exonerado na quarta-feira (30). Na CPI, aliados do presidente Jair Bolsonaro negaram que o governo tenha cometido irregularidades.

Ouça a entrevista completa:

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