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Tio e sobrinho iniciam trajeto do Oiapoque ao Chuí de bicicleta

Tio e sobrinho iniciam trajeto do Oiapoque ao Chuí de bicicleta
Luciano Graeff e Tainã Graeff iniciam jornada de 5.400 km de bicicleta
25.10.2021 10h56  /  Postado por: A Folha
Por Helaine Gnoatto Zart

O empresário não-me-toquense Luciano Graeff e seu sobrinho, o youtuber, treinador de boxe e professor de Educação Física, Tainã Graeff, iniciaram viagem de 5.400 quilômetros, cortando o Brasil, do Oiapoque ao Chuí, de bicicleta, nesta semana. Eles chegaram ao Amapá de avião, Luciano embarcou em Chapecó e se encontrou com Tainã em Macapá, seguindo até o ponto de partida, Oiapoque, onde montaram suas bicicletas e iniciaram no dia 22 de outubro a jornada que foi planejada há um ano. A previsão é de chegar ao extremo Sul do Brasil em 70 dias.

Este não é um desafio novo para Luciano Graeff. Ele e o filho, Tobias Nedel Graeff, realizaram outras viagens, como de Não-Me-Toque até o Litoral do Sul (750km), até Campo Grande em Mato Grosso do Sul (1.350km) e a última até Posse em Goiás (2.300km, em 2019). Desta vez, Luciano (58 anos de idade) vai com o sobrinho Tainã (32 anos), para um desafio ainda maior, pois será uma viagem de aproximadamente 5.400 km.

Luciano começou a pedalar com seu filho como um hobby, uma forma de poder passar mais tempo com o filho na correria do dia a dia, porém começaram a se apaixonar pela atividade e pelo desafio. 

Cruzar o Brasil é um trajeto sonhado por ciclistas em todo mundo, o famoso “Do Oiapoque ao Chuí”, pela distância territorial do ponto mais ao Norte do Brasil ao Ponto mais ao Sul.

A primeira etapa passa por terras e aldeias indígenas, região com apenas estradas de chão batido e pouco povoada.

É o sonho do meu tio realizar esta façanha. Ele estava procurando um parceiro, pois o Tobias está sem tempo por conta da faculdade. Pelo perigo que é viajar sozinho e pela paixão que tenho pela atividade física e pelo esporte, decidi entrar nessa aventura com ele — manifestou-se Tainã Graeff. 

Luciano ressalta que o objetivo da viagem não é competitivo:

Não somos atletas, apesar de termos treinando firme pra prevenir lesões e ter preparo físico para jornadas de até 110 km por dia.

Quando saiu de bicicleta pela primeira vez na estrada, Luciano queria curtir a paisagem, o que não dá para fazer quando dirige um carro. A experiência foi tão boa que não consegui mais parar. “A estrada chama”, define Luciano.

Uma viagem dessas não é para qualquer um, não só pelo desafio físico e mental, mas também pelo financeiro. É necessário tempo e capital para tal façanha. 

Pensando nisso Tainã Graeff que tem um canal no Youtube chamado Ciênciadoboxe, criou o Projeto “CiênciaDoBoxe Pelo Brasil”, onde pede contribuição para financiar sua experiência e continuar criando conteúdo para seu canal de boxe. 

Imagens dos aventureiros e exploradores estão no seus perfis no Instagram: @tainangraef / luciano.graeff

Youtube: CiênciaDoBoxe

CURIOSODADE

OIAPOQUE tem fama de ser o lugar onde começa o Brasil. É claro que o monte Caburaí, em Roraima, é o ponto mais extremo norte do Brasil. Mas o ditado popular do Oiapoque ao Chuí, ganhou fama pois até o século 18, a fronteira em Roraima não havia sido delimitada. A cartografia tinha o mar como referência. Assim, o Oiapoque (Amapá), ponto mais setentrional da costa brasileira, era mencionado como o ponto mais extremo norte do país. A expressão “do Oiapoque ao Chuí” ganhou fama e perdura até os dias de hoje, ainda que nos mapas oficiais conste o monte Caburaí. Na cidade do extremo norte os visitantes podem conhecer o Museu Kuahí, onde se encontra uma variedade de artesanatos feito por etnias indígenas que são vendidos por eles mesmos no museu. Também está a única fábrica de chocolates com cacau de várzea do mundo, Cassiporé, que produz chocolates e licores deliciosos, totalmente orgânicos e diferenciados.

 

CHUÍ é um município brasileiro do extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. É a cidade mais meridional do país, a qual faz fronteira com a cidade do Chuy, no Uruguai. Possui uma população de 6.320 habitantes, constituída por brasileiros, uruguaios e árabes palestinos (estes últimos muito ligados ao comércio). Está a 525 km de Porto Alegre e 2,552 km de Brasília e 347 km de Montevidéu, capital do Uruguai.

O Chuí é separado de Chuy, no Uruguai apenas por uma longa avenida com canteiro central. No lado uruguaio da avenida são famosos os free shops, que atraem brasileiros e uruguaios de cidades próximas a fim de consumir os produtos livres de impostos, além de chamar a atenção de turistas vindos de longe em viagem a Punta del Este, Montevidéu ou Porto Alegre.
Chuí é o município brasileiro mais distante da linha do Equador. Fica ao nível do mar, com chuvas bem distribuídas no ano inteiro, e com o menor Índice Ultra Violeta no Brasil.

 

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