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Saúde

OMS aprova uso emergencial da vacina Covaxin

OMS aprova uso emergencial da vacina Covaxin
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.
03.11.2021 14h51  /  Postado por: A Folha
Por Correio do Povo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) autorizou na manhã desta quarta-feira o uso emergencial da vacina contra a Covid-19 Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage) da organização recomenda o uso do imunizante em duas doses, com um intervalo de quatro semanas entre as aplicações, para todas as faixas etárias acima de 18 anos.

A única restrição apontada foi a aplicação em mulheres grávidas, já que os dados disponíveis sobre a vacinação nesse grupo ainda são insuficientes para avaliar a segurança ou eficácia da vacina na gestação. A OMS confirmou que estão planejados estudos em mulheres grávidas.

“O grupo de aconselhamento técnico, convocado pela OMS e composto por especialistas em regulamentação de todo o mundo, determinou que a vacina Covaxin atende aos padrões da OMS para proteção contra a Covid-19, e os benefícios da vacina superam em muito os riscos e a vacina pode ser usada”, comunicou a organização por meio do Twitter.

A Covaxin apresentou eficácia de 78% contra os casos graves da doença a partir de 14 dias após a aplicação da segunda dose. Ela é produzida a partir do vírus desativado e o armazanemento do imunizante pode ser feito em refrigeradores comuns a temperaturas de 2 a 8 graus. “A Covaxin é extremamente adequada para países de renda baixa e média devido aos requisitos de fácil armazenamento”, comunicou a OMS.

A autorização dada pela Organização Mundial da Saúde possibilita que as agências reguladoras dos países aprovem mais rapidamente a Covaxin, uma vez que passou pelas exigências da qualidade, segurança, eficácia, e pelo plano de gerenciamento de risco e adequação em lugares de baixa e média renda.

O Ministério da Saúde do Brasil chegou a acertar um acordo de compra de 20 milhões de doses do imuninzante. Porém, a negociação foi alvo de investigações por parte da CPI da Covid, por suspeita de irregularidades, e o governo suspendeu o contrato assinado.

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