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Artistas fazem doação de obras de arte ao Lar do Idoso

Artistas fazem doação de obras de arte ao Lar do Idoso
26.11.2021 15h45  /  Postado por: A Folha
Por Helaine Gnoatto Zart

Por iniciativa de Heloisa Paim, o Lar do Idoso São Vicente de Paulo, de Não-Me-Toque, terá obras de artes em suas salas. A artista convidou Dimas Florêncio e Rose Pádua, que têm vínculos em Não-Me-Toque e alcançaram projeção, além de outros artistas para oferecer alguma obra à instituição.

O projeto foi idealizado para que artistas não-me-toquenses pudessem levar a arte, a cultura e amor ao Lar do Idoso, como contribuição pelo tanto que receberam desta comunidade. Desta forma, deixam um legado, “até que, como uma simples aquarela, um dia, descolorirá…”.

Obra do Rafael, filho da Rose Pádua

— O nome do projeto “Aquarelas da Vida” é uma analogia à nossa vida que, assim como a técnica da Aquarela, vai fluindo com o passar do tempo — justifica Heloisa Paim. — A pintura em aquarela é uma técnica que desafia qualquer artista, assim como a vida, que nos surpreende a cada pincelada. 

Reforçou, ainda, que a aquarela não admite retoques, por si só, “com suas manchas e borrões se torna luz e encanto”.

Com a colaboração da idealizadora do projeto, vamos publicar uma série de matéria apresentando os artistas para quem não os conhece, e falando das suas obras que serão apresentadas ao público no dia 10 de dezembro, na live “Momento das Artes – Alegrando o Lar”, em horário ainda não definido.

Rose Pádua e sua obra “Cotê”

As obras da Rose estão espalhadas em residências de Não-Me-Toque e diversas outas cidades do estado e do país. Uma delas, porém, virou uma marca do seu trabalho detalhado e de vivas cores: Cotê.

“Cotê” — aquarela, por Rose Pádua, 2021

A personagem desta aquarela foi muito conhecida dos clientes do Supermercado Cotrijal. Figura folclórica com suas roupas sobrepostas e sacolas das doações que recebia. Sempre alegre, mesmo sem o dom da fala, usava o apito para “organizar” o trânsito no estacionamento. Ela gostava de se enfeitar, usava muito colares, anéis e uma inseparável toca. Seu carisma e estilo peculiar inspirou Rose Pádua a retratá-la. 

— No início dos anos 90, eu via a Cotê passar em frente ao Tabelionato, onde eu trabalhava, e comecei a imaginar uma pintura. Um dia, a fotografei e, três anos depois, iniciei a obra — relata Rose.

Nesta época, fazia aulas com a artista Ilse Ana Paim Piva, de Carazinho, com quem conheceu as técnicas da acrílica, pastel e aquarela. Acabou pintando a Cotê em acrílico numa tela de mdf, uma de rosto e outra de corpo inteiro. Muitas pessoas lembram destas obras que ficaram expostas na Padaria Schneider e renderam a oportunidade de dar aulas de pintura. Iniciou assim seu ateliê, na garagem da casa, e nunca mais parou. Mudou-se diversas vezes, acompanhando o marido bancário, sempre dando aulas a muitos alunos.

Também foi a imagem fotográfica da Cotê que inspirou Rafael Pádua, o filho de Rose, a pintar.

— Foi uma foto dela que o motivou a fazer uma pintura de óleo sobre tela que ficou maravilhosa. É o mais lindo retrato sobre tela que conheço, e este quadro está comigo — finaliza.

Convidada para pintar uma obra para doar ao Lar do Idoso, decidiu retratar novamente esta marcante personagem. Representa seu trabalho e reconhecimento como pintora e representa a instituição Lar do Idoso.

Cotê – Irondina Graciano, faleceu em 8 de outubro de 2011, aos 72 anos, como moradora do Lar do Idoso São Vicente de Paulo, onde foi levada por indicação médica no ano anterior.

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