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O que se sabe sobre a nova variante do coronavírus descoberta na África do Sul

O que se sabe sobre a nova variante do coronavírus descoberta na África do Sul
Foto: Reuters/Phil Noble.
29.11.2021 09h10  /  Postado por: A Folha
Por Correio do Povo

A África do Sul voltou a ser o centro das atenções e preocupações quando o assunto é a evolução da pandemia no mundo. Isso porque na última terça-feira cientistas que trabalham no país africano detectaram uma nova variante do SARS-CoV-2, com potencial para ser mais transmissível inclusive que a Delta, cepa que é predominante no mundo.

De acordo com o cientista brasileiro Tulio de Oliveira, diretor do laboratório Krisp, na faculdade de Medicina Nelson Mandela, na Universidade KwaZulu-Natal, em Durban, na África do Sul, a Omicron, nome da dado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), tem mais mutações que as outras cepas e isso é fator de muita preocupação.

“Esta nova variante, B.1.1.529 [nome científico], parece se espalhar muito rápido! Em menos de duas semanas ela domina todas as novas infecções, após uma onda Delta devastadora na África do Sul”, publicou o virologista.

Os cientistas apontam que são mais de 30 mutações na proteína spike (parte do vírus responsável pela entrada na célula humana) e só no receptor ACE2 (partícula que ajuda a criar esse ponto de entrada) são 10 mutações. Em comparação, a variante Beta tem três e a Delta, dois.

As vacinas são eficazes contra nova variante?

Ainda não está claro para os pesquisadores se o novo vírus é capaz de superar a proteção das vacinas e qual é o poder de reinfecção nas pessoas que já tiveram Covid-19.

Porém, vale destacar que a Omicron foi mais detectada entre os jovens, mesma faixa etária que tem a menor taxa de vacinação da África do Sul. Somente, um a cada quatro sul-africanos entre 18 e 34 anos são vacinados, confirme afirmou Joe Phaahla, ministro da saúde do país.

Segundo Tulio Oliveira, um dos pesquisadores que descobriram a variante Beta, em dezembro de 2020, a cepa pode ser detectada por meio do exame PCR, não sendo necessário o sequenciamento genético. Com Isso, a descoberta dos casos pode ser mais rápida, o que ajuda no controle e rastreamentos de novas infecções.

A Pfizer anunciou na sexta-feira que já realiza testes com a sua vacina e espera ter resposta sobre a eficácia do imunizante em até duas semanas.

Onde a variante já foi encontrada?

Na África do Sul, os infectados se concentram no centro econômico do país nas cidades de Joanesburgo e Pretória, porém os cientistas acreditam que já há casos em outras regiões.

Qual a chance da variante chegar ao Brasil?

Aqui, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou que o Governo Federal imponha medidas restritivas a voos e viajantes vindos de seis países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Para Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), a indicação da agência brasileira é válida porque, mesmo com bons índices de vacinação no país, os números não são homogêneos em todas as cidades e a pandemia ainda não chegou ao final.

E complementa: “Qualquer excesso pode trazer uma nova onda pra nós aqui. Se não tivermos um controle da flexibilização e das entradas de estrangeiros no país, obviamente corremos risco.”

Países da Europa e da Ásia já adotaram medidas de restrição aos países africanos, mesmo com pedido da OMS que não sejam tomadas medidas precipitadas sobre as viagens.

Quando foi encontrada a nova cepa?

O vírus foi descoberto na última terça-feira, a partir de amostras coletadas em pacientes 14 a 16 de novembro. Na avaliação de outros exames, foram encontrados outros 100 casos em Gauteng, província da qual faz parte Pretória e Joanesburgo.

Como a Omicron surgiu?

Cientistas acreditam que a nova variante tenha surgido a partir de uma pessoa com HIV positivo infectada com a Covid-19 e que não foi tratada. Mesma hipótese levantada para o aparecimento da Beta no fim do ano passado. A África do Sul tem 8,2 milhões de pessoas infectadas com HIV, o país mais infectado.

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