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Agronegócios

Não-Me-Toque estima perdas de R$ 127 milhões com a estiagem

Não-Me-Toque estima perdas de R$ 127 milhões com a estiagem
04.01.2022 17h33  /  Postado por: A Folha
Por Helaine Gnoatto Zart

Choveu apenas 38 mm no mês e novembro e nenhuma chuva no mês de dezembro. O resultado da falta de água no solo causou perda total de muitas lavouras de milho, prejudicou o plantio e o desenvolvimento inicial da soja e reduziu as pastagens. As perdas são irreversíveis e atingem a economia do município de maneira geral. A estimativa é de que R$ 127 milhões deixem de circular em Não-Me-Toque devido às perdas nas lavouras.

A informação é do Conselho Municipal Agropecuário, que se reuniu na manhã de hoje. As representantes dos sindicatos, Teodora Lütkemeyer (do Rural) e Lenira Barbosa (dos Trabalhadores Rurais), pediram ao prefeito em exercício, Maiquel de Souza, que decretasse situação de Emergência.

Soja se ressente da falta de chuvas (Foto Maiquel Junges – arquivo pessoal)

Os integrantes do Conselho Agropecuário trouxeram informações sobre a situação real das lavouras, atualizando a planilha apresentada pelo presidente, Vinicius Toso, engenheiro agrônomo da Emater.

Milho

O milho apresenta a situação mais grave, por ter sofrido falta de água no período da formação das espigas e na polinização (responsável pela formação dos grãos). Até meados de dezembro, metade da área do município apresentava lavouras com condições de produzir até 80 sacas por hectares, enquanto a outra metade já mostrava perda total. A situação se agravou e todas as lavouras foram atingidas pela seca, restando produção apenas onde houve irrigação. De um potencial inicial estimado em 180 sacas por hectare, a produção média de Não-Me-Toque vai ficar em 35 sacas por hectare.

Soja

A situação das lavouras de soja também é desalentadora. As perdas são irreversíveis já que faltou chuva e afetou o desenvolvimento inicial das plantas. E existem áreas de replantio e outras que ainda não estavam plantadas, aguardando um mínimo de umidade.

A estimativa inicial era de atingir uma média de 72 sacos por hectares, repetindo 2021. No entanto, hoje, essa expectativa baixou 40% e a previsão é de alcançar rendimento médio de 45 sacas por hectare, desde que as chuvas voltem a ser regulares.

Leite

As perdas no leite também são significativas e são calculadas em cinco meses. Isso ocorre porque a produção se ressente da qualidade da alimentação, afetada pela falta de pastagens e pela má qualidade da silagem gerada pelo milho. Onde pôde ser aproveitado, não apresentava espigas, formando assim um material com baixa ou nenhuma proteína.

A produção estimada para o ano era de 10 milhões e 500 mil litros de leite e deverá perder 20%, cerca de 2 milhões de litros. As perdas equivalem a R$ 3.966.093,00.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Diante do quadro de perdas, o Conselho Municipal de Agropecuária terminou a reunião recomendando que a Administração decrete situação de emergência que é requisito básico para os produtores acessarem as políticas públicas, como redução de juros e facilidade de renegociação de dívidas.

O Capitão Weber, coordenador da Defesa Civil Municipal, relatou que o decreto deve estar embasado na dificuldade de o município atender a necessidade de pessoas com relação à água e que a lei não considera as perdas na produção. Entre todos os municípios que já decretaram situação de emergência, a Defesa Civil do Estado homologou apenas 14.

Maiquel Souza se comprometeu a mobilizar a Administração para juntar as provas que vão embasar o decreto até sexta-feira, dia 7 de janeiro.

Participaram da reunião: Vinícius Toso, chefe da Emater e presidente do Conselho, Maiquel Souza, prefeito em exercício; Capitão Weber, coordenador municipal da Defesa Civil, engenheiro agrônomo André de Quadros e médico veterinário Kleiton Kissmann, da Cotrijal; Teodora Lütkemeyer, presidente do Sindicato Rural; Lenira Barbosa, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais; Paulo Junior, secretário de Desenvolvimento; e Everaldo de Moura, membro da Defesa Civil Municipal.

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