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Miriam Canova da Rosa, representou a Turma Ana Terra de 1990 Foto: Divulgação CVPF

24 de junho de 2024

Câmara de Passo Fundo presta homenagem à trajetória do pelotão feminino da Brigada Militar

Miriam Canova da Rosa, representou a Turma Ana Terra de 1990
Foto: Divulgação CVPF

A atuação do 1º Pelotão Feminino de Policiais Militares de Passo Fundo foi exaltada na Tribuna Popular da Câmara de Vereadores, no dia 19 de junho. O espaço, disponibilizado antes da Sessão Plenária, foi ocupado por Miriam Canova da Rosa, representante da Turma Ana Terra, que dá nome ao Pelotão. A solicitação partiu do vereador Gio Krug (PSD).

O grupo iniciou sua capacitação na antiga Escola de Formação e Especialização de Cabos e Soldados (Esfecs) em Porto Alegre no ano de 1990, e foi incorporado à tropa do 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMon) em 10 de agosto de 1991, sendo o primeiro formado por policiais femininas em Passo Fundo. “Uma turma de 35 bravas mulheres, destinada a atuar especificamente no município. No início de nossa carreira, houve muitos preconceitos, pois não viam essa profissão como adequada para mulheres. Porém, com o tempo, mostramos nossa capacidade em atuar em todos os níveis, quebrando paradigmas”, enalteceu.

Posicionada à frente dos vereadores e de dezenas de integrantes da corporação, Miriam Canova da Rosa lembrou que o nome do Pelotão tem como referência a personagem criada pelo escritor Érico Veríssimo. “Símbolo da mulher gaúcha, Ana Terra ficou reconhecida pelo enfrentamento das dificuldades vividas e personalidade férrea, características que lhe permitiram resistir aos embates enfrentados tanto no aspecto físico quanto psicológico”, relacionou.

Comando e dezenas de integrantes da corporação participaram da sessão de homenagem

Honra ao Mérito

Na mesma tarde, durante a Sessão Plenária, o vereador Gio Krug entregou a Distinção de Honra ao Mérito à Turma Ana Terrra - 1º Pelotão Feminino de Policiais Militares de Passo Fundo, em reconhecimento ao papel pioneiro e à significativa contribuição para a segurança pública e a igualdade de gênero.

Ao pontuar sobre a homenagem, Miriam registrou que “pela primeira vez, após quase 34 anos, fomos lembradas. Hoje, ainda há preconceito, porém, temos várias mulheres em todas as graduações e postos, de soldado a coronel. Almejamos que num futuro não muito distante haverá de chegar uma policial feminina ao posto de comandante-geral. Gerações vêm, gerações vão, mas o nosso legado permanecerá para sempre na forma de honra, lealdade e comprometimento com a missão da Brigada Militar, que é sempre servir ao próximo, mesmo com o risco da própria vida”, finalizou.

Texto e fotos: Comunicação Digital CMPF

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