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A professora Carolina Campos, diretora executiva do Vozes da Educação e consultora Unesco, participou da live - Foto: Divulgação ASCOM | Seduc

29 de junho de 2024

Apoio aos estudantes de diferentes idades no contexto do trauma foi o tema do encontro do Acolher e Educar

Na edição do Acolher e Educar de quinta-feira (27), o tema em destaque foi o apoio aos estudantes de diferentes idades no contexto do trauma. O encontro teve a presença da professora Carolina Campos, diretora executiva do Vozes da Educação e consultora Unesco na área de trauma e combate à violência no ambiente escolar.

A live foi transmitida ao vivo pelo canal TV Seducrs, no YouTube, e contou com a apresentação da assessora da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação, Letícia Grigolleto, que reforçou a importância da série de ações da Secretaria de Educação (Seduc).

— Desde o final do mês de abril e início de maio, o nosso Estado sofreu a maior catástrofe climática que já nos acometeu. Depois do atendimento humanitário, fizemos várias estratégias para acolher os professores, equipes e estudantes, trazendo diretrizes para as nossas redes —, resumiu Letícia.

Ao longo da transmissão, Carolina Campos trouxe uma discussão sobre as reações regressivas, comportamentais e físicas que crianças e adolescentes podem demonstrar na sala de aula após vivenciarem uma situação potencialmente traumática, como comportamentos inadequados, irritabilidade e isolamento, entre outros. Separando por faixa de idades, ela ofereceu sugestões aos professores, de modo que consigam ter ferramentas para apoiar e trazer conforto aos estudantes.

Em especial, Carolina Campos destacou que, independentemente da idade, os alunos recebem suporte quando os professores buscam o autocuidado e a autorregulação emocional, fornecem atenção e escuta, incentivam atitudes altruístas e permitem que os estudantes façam perguntas sobre as questões que incomodam em momentos de crise.

Por fim, Carolina Campos também recomendou certos cuidados na abordagem pedagógica.

— Não pressione os estudantes a falarem sobre o trauma ou a participarem de atividades expressivas. Algumas crianças falarão facilmente sobre o que aconteceu, enquanto outras podem estar assustadas ou resistentes —, ressaltou.

Ela ainda reforçou que é preciso ter atenção nos casos em que as reações persistem por mais de duas a quatro semanas ou que aparecem tardiamente, pois podem ser indícios de que o estudante necessite de suporte especializado para lidar melhor com a situação.

Os participantes da live enviaram perguntas, que foram respondidas ao final do encontro.

Fonte: Seduc/RS

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