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Megaoperação da Polícia Civil prende 32 em Não-Me-Toque

27.07.2017 10h56  /  Postado por: upside

Operação atingiu dez grupos de traficantes que atuavam na cidade

A Operação Malha Fina deflagrada pela Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira (27) para combater o tráfico de drogas em Não-Me-Toque, resultou na prisão temporária de 32 pessoas. Foram cumpridos 58 mandados de busca e apreensão nos bairros Santo Antônio e Jardim, executados por 319 agentes e 20 delegados.

Faltava 15 minutos para às 6h quando 106 viaturas entraram na cidade e os agentes seguiram a estratégia montada, que só foi apresentada aos agentes durante a madruga, em Carazinho, onde todos se reuniram, às 3h.  Participaram policiais da 28ª Região Policial.

Conforme as prisões foram sendo executadas, os presos foram sendo trazidos para o pavilhão de esportes Cristo Rei, no centro da cidade, e próximo à Delegacia de Polícia, onde ocorreram os registros para a transferência, até o Presídio de Carazinho.

Às 7h, todos os 58 mandados haviam sido cumpridos e os policiais e viaturas se concentravam no local, onde foi servido o café para todos que trabalharam. Teve policial que saiu de sua cidade à meia noite.

Às 9 horas o delegado da 28ª Regional da Polícia Civil, Edson Cezimbra, o delegado de Não-Me-Toque, Gerri Adriani Mendes, e o delegado Fernando Sodré do Departamento de Polícia do Interior, que coordedenaram a operação, concederam entrevista coletiva no plenário da Câmara de Vereadores, que ficou lotado por profissionais da imprensa, autoridades e pessoas da cidade.

De acordo com o Delegado Cezimbra, a operação é resultado de mais de um ano de investigação.

– Estamos dando uma resposta ao clamor da população – afirmou Cezimbra na abertura da entrevista coletiva.

Para o delegado, o volume de prisões por tráfico numa cidade de 18 mil habitantes é muito significativo e demonstra o grau de contaminação das drogas na sociedade.

O delegado de Não-Me-Toque, Gerri Adriani, ressaltou que a investigação criminal é o trabalho mais importante da Polícia Civil e precisa receber mais investimentos.

– As prisões são consequências das investigações e a detenção é garantida pela qualidade das provas apresentadas – afirmou.

Os presos fazem parte de pelo menos dez grupos que agiam individualmente, com pequeno tráfico, e algumas vezes em conjunto. A atuação alcançava pelo menos quatro cidades da região.

– Hoje, o tráfico de 15 pedras de crack por dia é considerado pequeno pela lei, mas os danos que esse traficante causa na sociedade são muito graves, porque uma pessoa fica dependente já na primeira vez que usa e para se livrar do vício, é preciso pelo menos dois anos de tratamento intensivo, um custo muito alto para a sociedade e para as famílias – avaliou Gerri Adriani Mendes.

Uma característica evidenciada pelas prisões é o envolvimento das famílias. Segundo o delegado regional Edson Cezimbra, o tráfico era uma atividade exclusivamente masculina, mas com as prisões as mulheres foram assumindo, e hoje, no Estado, já tem mulher sendo a líder de facções de tráfico. Na operação em Não-Me-Toque foram presas três mulheres. A idade dos presos varia entre jovens e idosos.

– O envolvimento da família no tráfico é um fenômeno que mostra a transformação e a gravidade deste crime. Já é uma prática familiar em Não-Me-Toque, quando um vai preso outro membro dá continuidade – afirmou Gerri Adriani.

Pavilhão de esportes concentrou a operação

Os 339 policiais foram reunidos em Carazinho, onde foi apresentada a estratégia da operação

Foram 32 prisões dos 58 mandados de busca e apreensão

Agentes da Polícia Civil vieram de diversas cidades da região

Um quarteirão foi isolado para a mobilização policial

Familiares acompanharam as prisões

Prisões são temporárias e vão depender da Justiça

Investigação iniciou há um ano

Ação foi simultânea em todos os bairros

Operação foi a maior já realizada em Não-|Me-Toque

 

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