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Agronegócios

UPF inaugura Laboratório de Diagnóstico do Mormo

UPF inaugura Laboratório de Diagnóstico do Mormo
Tchê Guri fez grande apresentação
12.09.2018 21h14  /  Postado por: upside

Atividade ocorreu durante o fórum de debates realizado dia 5 de setembro, reunindo produtores, técnicos, veterinários, autoridades, acadêmicos e comunidade envolvida com o setor produtivo

A veterinária Priscila Secchi, responsável técnica pelo Laboratório

Retomar o debate de um tema que trouxe preocupação para toda a cadeia produtiva de equídeos é o que propõe o “Fórum de debates sobre diagnóstico do Mormo”. O evento, promovido pela Universidade de Passo Fundo (UPF), ocorreu dia 5 de setembro, e marcou a inauguração do Laboratório de Diagnóstico de Mormo da UPF, um dos poucos que existem no Brasil. Vinculado à Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAMV) e localizado junto ao Hospital Veterinário, o laboratório é o único na região e será uma importante ferramenta na detecção da doença.

O Fórum de debates reuniu produtores, técnicos, veterinários, autoridades, acadêmicos e comunidade envolvida com o setor produtivo. Estiveram prestigiando a abertura do evento o vice-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, Dr. Rogerio da Silva; o diretor da FAMV, professor Dr. Eraldo Zanella; a coordenadora do curso de Medicina Vetrinária da UPF, professora Dra. Laura Beatriz Rodrigues; o coordenador do evento, professor Me. João Ignácio do Canto; além do representante municipal Edson Nunes e da coordenadora da 7ª Região Tradicionalista (RT) Gilda Galeazzi.

Fórum de debates

A UPF protagoniza o debate sobre o mormo desde 2015, quando oportunizou um encontro importante no1º Fórum Gaúcho do Mormo. Em 2016, o Fórum teve sua segunda edição, já alcançando participação internacional, e seguiu em 2017, com encontros regionais. Para 2018, além da inauguração do laboratório, segue o debate sobre a doença infectocontagiosa que tem ocasionado sérios transtornos em vários países do mundo.

A programação contou com explanação sobre a evolução do mormo no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil e no mundo, a judicialização do mormo no estado, a apresentação do laboratório da UPF, além de espaço para considerações acadêmicas

Laboratório de Diagnóstico de Mormo da UPF

Credenciado pelo Ministério da Agricultura e acreditado pelo Inmetro, o Laboratório de Diagnóstico de Mormo da UPF está apto a realizar o teste de diagnóstico de mormo através da técnica de complemento – a técnica oficial autorizada para a realização de exames de triagem. O laboratório, que atua junto ao Laboratório de Diagnóstico Veterinário da UPF, já realizava o teste de anemia infecciosa equina.

A veterinária Priscila Secchi, responsável técnica do local, explica que o produtor que quiser realizar o teste precisará contratar um médico veterinário habilitado a realizar essa coleta e encaminhamento para o laboratório.

– É necessário que o veterinário passe por uma prova da habilitação para realizar a coleta das amostras e encaminhamento para o laboratório fazer o processamento e o diagnóstico da doença. O exame aponta em 24 horas o resultado – comenta ela.

Além de testes de mormo e anemia infecciosa, no espaço são realizados exames que envolvem equinos, bovinos e ovinos, como epididimite bovina, vacina autógena para papilomatose, processamento de leucose bovina, entre outros.

O Rio Grande do Sul, de junho de 2015 até julho de 2017, registrou 44 focos com 71 animais confirmados

Os números do mormo

Dados de entidades ligadas ao setor apontam que, de 2005 a 2007, os focos de mormo estavam localizados nos estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Já entre 2013 e 2015, os únicos estados sem casos registrados foram Acre, Tocantins e Amapá. Nesse período, o Brasil teve um total de 274 casos, 1 deles no Rio Grande do Sul, 6 em Santa Catarina e 3 no Paraná.

O Rio Grande do Sul, de junho de 2015 até julho de 2017, registrou 44 focos com 71 animais confirmados e 122 animais suspeitos que foram negativos para o teste. Em Santa Catarina, em 2015, foram 12 focos de mormo positivos e outros 72 de animais suspeitos. A última atualização de casos de mormo confirmados no Rio Grande do Sul foi feita em maio de 2016, confirmando 59 casos em 40 focos, conforme levantamento da Defesa Sanitária Animal da Secretaria de Agricultura. Ao todo, 10 casos de mormo estão com diagnóstico pendente em 2018 no estado.

O Fórum de debates reuniu produtores, técnicos, veterinários, autoridades, acadêmicos e comunidade envolvida com o setor produtivoidade de passo fundo, upf, 

Fotos: Alessandra Pasinato

Assessoria de Imprensa UPF

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