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Notícias

27 de abril de 2006

NMT tem fila de 135 pessoas aguardando cirurgia pelo SUS

grande o número de pessoas que têm laudo médico encaminhado para cirurgias eletivas, que não conseguem atendimento pelo SUS em Não-Me-Toque. Segundo o secretário municipal da Saúde, Pedro Fioravante Piva, este número chega a 135. Para alguns, a espera supera doze meses.
Os diagnósticos se enquadram naquilo que o Ministério da Saúde considera Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Média Complexidade Ambulatorial e Hospitalar (Portaria nº 252/GM de 06/02/2006 que substituiu a anterior de 31/3/2005). “A autorização para estes procedimentos não pode sair da nossa cota municipal de Autorizações de Internações Hospitalares (AIHs), que são em número de 85, mas sim da 6ª Coordenadoria da Saúde, que possui uma cota mensal para casos de urgências as quais administra considerando as ocorrências regionais”, explicou Pedro Piva. O secretário considera um absurdo que cidadãos tenham que esperar meses para receber um atendimento que pode ser realizado com a estrutura hospitalar local, mas que não se realiza por falta de AIHs.
Outra possibilidade de realização destas cirurgias eletivas é quando sobram AIHs da cota do município. Para isso, se faz necessário o visto dos médicos autorizadores do SUS (Médicos Auditores). Até a iniciativa do Governo Municipal de alcançar pagamento aos hospitais para atendimento ambulatorial, nunca havia sobrado autorizações para internações de 1 dia – mini AIHs. “Este é mais um investimento da prefeitura em saúde pública, que beneficia os hospitais e a população”, destacou o secretário.
Mensalmente da cota de AIHs do município são realizadas as cirurgias consideradas eletivas que estão na fila de espera. Os critérios para escolha do paciente beneficiado após autorização dos Médicos Auditores, Gilmar Finkler e Luiz Alberto Hartmann, são os de urgência e de data de encaminhamento do laudo.
À frente da Secretaria da Saúde desde 1ª de março deste ano, Pedro Piva disse que encontrou dificuldades para desvencilhar a operacionalização do sistema de gestão da saúde no que se refere aos atendimentos obrigatórios a serem oferecidos pelo município de Carazinho, detentor da Gestão Plena. “NMT, assim como outros sete municípios da região, optaram pela gestão Básica e ficaram ligados a Carazinho para alguns procedimentos na gestão plena. O município de Carazinho recebe R$ 4.500,00 mensais do SUS para atender encaminhamentos de NMT em serviços médios, de diagnóstico e hospitalares. Só há poucos dias conseguimos saber qual é o valor de nossa cota mensal. Ao longo deste tempo, nos foram negados alguns direitos que estamos atualmente exercendo”, explicou.
Entre os procedimentos cirúrgicos considerados eletivos incluem-se a remoção de vesícula, útero, ovários, cirurgias de hérnia, adenóide, amigdalas, varizes, hemorróidas, laqueadura, vasectomia, tratamentos cirúrgico de fraturas, desvio de septo, entre outros, num total de 67 itens.

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