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Notícias

17 de maio de 2013

A nova Rua Otto Sthal

Melhorias na pavimentação resultaram na valorização da rua com aumento de investimentos imobiliários e surgimento de novos negócios

Novos negócios prospectam falta de espaço para estacionamento
Quem anda pela Rua Otto Sthal, nos trezentos metros que receberam recapeamento asfáltico há um ano e meio, descobre benefícios e malefícios do progresso. Para entender os efeitos da mudança causada pelos investimentos públicos em infraestrutura e pelos investimentos imobiliários, o jornal A Folha ouviu a opinião de pessoas que trabalham e vivem nesta rua.
A colocação de asfalto sobre a pavimentação de paralelepípedo em três das quadras mais centralizadas, ocorrida em novembro de 2011, veio como uma boa alternativa para desafogar o trânsito da Av. Alto Jacuí. Imediatamente a qualificação da via ganhou importância nos horários de pico para o trabalho. Os motoristas viram na Otto Stahl uma opção para escapar dos semáforos.
Os novos empreendimentos imobiliários ganharam projeção e atraíram interessados em se instalar no ponto que começava a ganhar ares de centro da cidade. Embora correndo paralela à Avenida Alto Jacuí, a Rua Dr. Otto Stahl não era bem vista para o comércio e a irregularidade da pavimentação incomodava até os moradores.
Passado um ano e meio, já é uma rua de forte comércio e de serviços, além de valorizada área residencial. Na prática, a Otto Sthal ainda vem ganhando interessados em investir. Em apenas três quadras, já concentra a agência da Caixa, lotérica, jornal, escritórios de advocacia, mercado, peixaria, lavagem de carros, pet, salão de beleza, bazar e outros negócios.
A rua tem seu início na gruta do Hospital e termina a poucos metros da Av. Guilherme Augustin e soma dez quadras.
Morador há 12 anos, Adão Palharini percebeu que ocorreu supervalorização depois do asfalto, mas considera a segurança e o estacionamento pontos que devem melhorar, a partir da instalação da agência da Caixa em frente a sua casa.
- Agora vivemos numa avenida movimentada. Estacionar na frente de casa é praticamente impossível. Mas ao mesmo tempo em que o asfalto trouxe a valorização do imóvel, deve haver uma segurança mais ostensiva durante o dia, por causa do banco – comentou Adão.
Proprietário de um minimercado há 35 anos, Luiz Carlos Heuert avalia que o retorno do estacionamento oblíquo seria a melhor opção depois das mudanças que houve na rua.
- Com o os novos estabelecimentos falta lugar para o estacionamento dos clientes e o sistema oblíquo viria ajudar – disse o comerciante Luiz Carlos.
A cabeleireira Tais Bianca Balin também concorda que o estacionamento paralelo não comporta o intenso número de veículos. Entre os pontos positivos, elogia a sinalização para os motoristas e segurança dos pedestres.
- A rua está bem sinalizada e o fluxo de clientes aumentou muito. Para ficar perfeito poderia ter estacionamento oblíquo – opinou Tais.
Para o secretário de Obras e presidente do Conselho Municipal de Trânsito, João Carlos Loeff, o estacionamento oblíquo acaba se tornando um facilitador de acidentes devido ao movimento da rua.
- Uma possibilidade é tornar algumas ruas do centro mão única, fazendo o trânsito fluir na Avenida Alto Jacuí em um sentido a Rua Otto Stahl em sentido contrário – analisou o secretário.
Há cinco anos, o casal Isônia e Ilario Knag, ambos com 52 anos, são proprietários de um bazar na rua e entendem que o debate é importante para melhorar a vida de todos.
- Isso é efeito colateral do progresso. Que bom que temos asfalto, clientes e tudo pode ser resolvido - disse Isônia sugerindo a pintura de uma faixa especifica para o carro da funerária em dias de velório, o que seria uma forma de precaução para evitar futuros acidentes.
A situação da rua tende a aumentar ainda mais o trânsito e preencher as vagas de estacionamento. Dois edifícios em obras vão disponibilizar diversas salas comerciais e apartamentos.
Segundo a vice-prefeita Teodora Lütkemeyer, novas mudanças no trânsito deverão passar, antes, por uma audiência pública, onde serão avaliadas as medidas tomadas. As sugestões serão avaliadas por especialista de trânsito antes de serem implantadas. Esta audiência deve sair no segundo semestre deste ano.

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