Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
Telefone: (54) 3332-1699
Curta nossa página no Facebook:
Ensolarado
25°
12°
24°C
Não-Me-Toque/RS
Ensolarado
Destaques

Hospital alto Jacuí chama população para discutir viabilidade

Hospital alto Jacuí chama população para discutir viabilidade
A presidente do hospital Elisabet Schaaf Finkler expôs a situação para buscar ajuda da comunidade
14.06.2013 17h36  /  Postado por: upside

A presidente do hospital Elisabet Schaaf Finkler expôs a situação para buscar ajuda da comunidade

O fórum contou com a presença significativa de lideranças e pessoas da comunidade

Vice-prefeita Teodora Lütkemeyer, prefeito Antônio Piva, presidente da Câmara de Vereadores Pedro Paulo da Rosa e presidente do HBAJ Elisabet Finkler

Em busca da cura para os problemas financeiros do Hospital Beneficência Alto Jacuí, a direção da entidade organizou um fórum aberto à comunidade. O objetivo foi debater e levar ao conhecimento público as dificuldades que a instituição vem enfrentando.
O evento realizado na Câmara Municipal de Vereadores, noite de terça-feira (11), contou com a presença significativa de lideranças e pessoas da comunidade que atenderam o convite da direção. A presidente do hospital Elisabet Schaaf Finkler e o diretor-administrativo Felipe Sohne apresentaram o cenário atual do hospital debatendo alternativas e ideais para planejar uma plataforma estratégica para ajudar o hospital a sair do vermelho.
– O hospital necessita de ajuda nesse momento para superar essa fase mais difícil – resumiu Elisabet.
Como o hospital é filantrópico, 60% dos serviços prestados são ligados ao SUS em troca a uma desoneração de tributos. Mas isso é insuficiente para manter a saúde financeira. É simples, o hospital recebe menos do que gasta com os custos de uma internação em que boa parte dos valores quem paga é o próprio hospital. A boa noticia é que os empréstimos bancários estão sendo pagos em dia. A realidade do hospital ainda é cabível a curto e médio prazo; a dívida é pagável com a possibilidade da venda de um terreno.
– Não podemos deixar o hospital fechar por causa de R$ 20 mil por mês. A dívida é possível de ser paga – comentou o administrador.
O prefeito Antônio Vicente Piva,que há 27 anos está exercendo atividade médica em NMT, explicou que o governo federal volta suas políticas de saúde visando diminuir as internações, investindo recursos em campanhas de vacinação e prevenção, destinando recursos miúdos para os hospitais filantrópicos de baixa complexidade.
– No papel, o Sistema Único de Saúde é o melhor do mundo, mas enfraquece a política de investimento nos hospitais filantrópicos – avaliou Piva.
A solução
Mesmo recebendo contestação com opiniões contrárias em relação à venda do terreno, essa é a solução de momento. Vender o terreno de 15×50 m²em curto prazo pagaria os atrasos a médicos e fornecedores. Em médio prazo ajudaria a investir na compra de equipamentos que ofereceriam uma maior oferta de exames e serviços. Outra alternativa seria a parceria com as empresas com contribuição mensal.
Ao final de quase três horas de debates, foi criada uma comissão com representantes de entidades e sociedade civil para gerir os recursos e fazer o planejamento dos investimentos. A instalação do Samu no hospital também seria uma saída porque representaria mais recursos e aumento do fluxo de atendimento.
A dívida
Em 2012, o déficit passou dos R$ 174 mil reais, devido à queda de número de internações, processos trabalhistas, diminuição de 10% dos repasses da prefeitura no segundo semestre com a queda de arrecadação, por oferecer apenas o Raio-X  na realização de exame e diminuição no valor do repasse do SUS ambulatório. O custo mensal chega R$ 112 mil reais no pagamento de luz, água, contas, mercado, serviço médico, folha salarial e compra de material médico para manter o hospital funcionando.  As receitas do hospital chegam R$ 90 mil por mês com déficit de R$ 20 mil, um acúmulo anual de R$ 240 mil no ano, mesmo com repasses da Prefeitura R$ 40 mil/pronto atendimento, SUS R$ 11 mil, convênios com empresas R$ 15 mil, particulares R$12 mil, Pronto Clínica R$ 3 mil e Ipergs R$ 3mil.
A demora nas emendas
Com a situação financeira debilitada, a capacidade de investimento acabou ficando em segundo plano. A alternativa para captação de verbas políticas (emendas parlamentares) acabou ficando presa à burocracia e à vontade política. Atualmente o hospital aguarda para receber três emendas: uma de R$ 100 mil, uma de R$ 250 mil e outra no valor de R$ 415 mil para montagem de um novo bloco cirúrgico.

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.