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Em Não-Me-Toque usuários podem doar os medicamentos que sobram do tratamento

Em Não-Me-Toque usuários podem doar os medicamentos que sobram do tratamento
Farmacêutica Luiziane Willers coordena o trabalho da equipe que atende uma média de 300 pessoas ao dia
22.02.2019 15h55  /  Postado por: helaine

Farmacêutica Luiziane Willers coordena o trabalho da equipe que atende uma média de 300 pessoas ao dia

Helaine Gnoatto Zart | contato@aolhadosul.com.br

Farmácia da Prefeitura atende em média 300 pessoas ao dia. Em janeiro o volume de medicamentos entregues para a população, mediante a receita, foi de 428 mil unidades

Em Não-Me-Toque, a Lei Municipal nº 08 de 3 de maio de 2017 – projeto do vereador Charles Morais – permite às pessoas doarem medicamentos não vencidos, desde que estejam em embalagens não violadas, para que outras pessoas possam ter acesso gratuitamente.

Em vez de jogar fora, é possível doar. Basta levar na Farmácia da Prefeitura, que funciona junto ao Posto Avançado – ao lado da delegacia de Polícia – entregar para a farmacêutica ou atendentes. Os medicamentos doados são avaliados desde sua validade até condições da embalagem e são separados. Quando alguém precisa de medicamentos pode antes procurar neste local.

De acordo com a farmacêutica Luiziane Willers, é significativo o volume de doação de medicamentos não vencidos, assim como a entrega de medicamentos vencidos para descarte.

– Praticamente todos os dias temos pessoas procurando a farmácia para entregar medicamentos. São bem-vindas porque tomam a atitude correta – comenta.

A farmacêutica explica que a lei federal de política reversa determina que o medicamento vencido e seja recebido por quem comercializou – tanto faz de distribuidor ou farmácia. Mesmo que em Não-Me-Toque a maioria das farmácias não receba de volta, a Farmácia da Prefeitura recebe. O destino é dado por uma empresa que recolhe uma quantidade pré-determinada no contrato por mês. As seringas são recolhidas na Unidade de Básica Saúde Central (Postão).

Farmácia da Prefeitura funciona ao lado da Delegacia de Polícia

A devolução de cartelas chega a 100 mil comprimidos por mês, quase um terço do consumo médio de dezembro de 2018, quando foi registrado pela farmácia a entrega de 365 mil unidades. Em janeiro deste ano o volume de medicamentos entregues para a população, mediante a receita, foi de 428 mil unidades, isso que os medicamentos da Farmácia Popular estão com a rede privada.

A média de atendimento na farmácia da Prefeitura é de 300 pessoas ao dia.

– O consumo de medicamentos é muito alto. Considerando que volta cerca de 100 mil comprimidos por mês, especialmente quando ocorre óbito do paciente e os familiares nos trazem sobras de medicamentos, deduzimos que existe uma cultura de buscar remédios mensalmente, mesmo sem necessidade, apenas para ‘garantir’ que não ficarão sem, uma situação que não ocorre aqui desde que cheguei, há cerca de 7 anos – comenta a farmacêutica.

Os medicamentos que mais sobram dos pacientes da rede pública são para controle da hipertensão e diabetes. Também é alto o consumo de fluoxetina e Omeprazol.

Descarte de medicamentos vencidos

Fármacos não devem ser jogados em lixo comum. A responsabilidade pela destinação final é sempre do estabelecimento gerador do resíduo.

Em Não-Me-Toque o descarte pode ser feito na Farmácia da Prefeitura que funciona no Posto Avançado, ao lado da Delegacia de Polícia

Ainda há pouca informação para a população sobre descarte de medicamentos vencidos. Grande parte das pessoas acaba jogando as sobras em lixo comum, o que é prejudicial para o meio ambiente, uma vez que os fármacos podem contaminar o solo, rios e lagos, além da possibilidade de reutilização por alguém que os encontre.

Os estabelecimentos e prestadores de serviços, que envolvem saúde e lidam com medicamentos, cumprem a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – RDC 306/04, que regula o gerenciamento de resíduos. A responsabilidade pela destinação final é sempre do estabelecimento gerador do resíduo.

Isso envolve o processo de logística reversa, ou seja, a devolução aos fabricantes ou aos estabelecimentos que fazem uso das sobras. Assim como a indústria utiliza esse mecanismo, o mesmo deve ser feito pelo consumidor final. Para isso, os medicamentos vencidos podem ser encaminhados para diferentes redes de farmácias que aceitam os produtos e fazem a devolução correta.

Entre os piores problemas ocasionados com o descarte incorreto, estão:

No lixo orgânico

Medicamento pode interferir no processo natural de decomposição destes resíduos, comprometendo sua eficiência.

No lixo seco

Como os resíduos normalmente são separados por comunidades de recicladores, estes podem ter reações alérgicas no contato com os medicamentos ou podem ser tentados a reutilizá-los, além da possibilidade de cair nas mãos de crianças, que podem confundi-los com balas.

Jogar na pia ou no vaso sanitário

Estes produtos vão diretamente para o esgoto, daí vão para os corpos de água, rios ou lagos, pois o tratamento de esgoto (onde existe) não remove estes produtos. A água é novamente captada nas estações de tratamento, onde, mais uma vez, o processo para torná-la potável não remove estes produtos.

Fonte: Guia da Farmácia
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