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Gedeão defende economia liberal para o país crescer

Gedeão defende economia liberal para o país crescer
24.07.2019 17h30  /  Postado por: helaine

PRESIDENTE DA FARSUL

Por: Felipe Keller

Categórico,afirmou que o desenvolvimento do Brasil passa pela aprovação das reformas da Previdência e Tributaria. Mostrou-se favorável à política econômica do governo federal com base nos conceitos do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o liberalismo econômico.

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Silveira Pereira, gestão 2019-2021, esteve em Não-Me-Toque (9 de julho), na posse da nova diretoria do Sindicato Rural, solenidade que empossou a ex-prefeita Teodora Lütkemeyer, atual coordenadora do Apsul América, para o cargo de presidente da entidade sindical. Gedeão é administrador de estâncias, criador de gado, agricultor, sojeiro e arrozeiro; reflorestador e produtor de sementes azevém. Integra a diretoria da Farsul desde a década de 1990.  Na solenidade falou durante mais de 20 minutos sobre o agronegócio brasileiro, além da importância de debater a reforma Previdenciária e Tributaria; juros, crédito, concorrência e livre mercado.

Posse da nova diretoria do Sindicato Rural reuniu grande número de produtores rurais

Segundo sua avaliação, o país deveria ser um dos mais ricos e poderosos do mundo, porém ainda está “discutindo o sexo dos anjos” e não se aprofunda nos temas de relevância na política e economia, por exemplo. É critico a governos socialistas, partidos e líderes políticos de esquerda. Declarou que a “indústria vai mal, o comércio não vai bem, o agronegócio vai escapando, por enquanto” no país com 13 milhões de desempregados, cuja principal consequência é o desaquecimento do mercado interno.

PIB

Resultado da diferença entre o que o país exporta e importa ficará abaixo de 1% em 2019. Para o setor do agronegócio, a escapatória está no mercado internacional, mais especificamente na China, e completou: “se não for os chineses, o que faremos com a nossa soja?”. Por isso, defende a abertura de novos mercados, para a soja, milho, arroz, e carnes de suínos, bovinos e aves.

Elogiou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, personagem fundamental no acordo comercial Mercosul e União Europeia. E para o agronegócio brasileiro projeta um “futuro brilhante”, contando com crescimento da população chinesa em 400 milhões de pessoas na classe média até 2039 para aumentar o consumo.

Previdência e Tributaria

Gedeão foi categórico em afirmar que o desenvolvimento do Brasil passa pela aprovação das reformas da Previdência e Tributaria. Mostrou-se favorável à política econômica do governo federal focando nos conceitos do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o liberalismo econômico. Também aprova um novo pacto federativo concentrando os recursos nos estados e municípios, e não na federação “para diluir o poder centralizado e evitar a peregrinação de vereadores e prefeitos em Brasília pedindo emendas aos municípios”.

 Juros pagos pelo produtor rural

Defensor do agronegócio e da atividade do produtor rural na produção de alimentos, fez críticas ao que se paga de juro para cobrir custeio. Segundo o presidente da Farsul, não é possível sobreviver pagando juros de 16%, alguns casos uma taxa de juro de 20% ao ano: “cada cinco anos, uma safra é do banco”. Para o setor arrozeiro, por exemplo, considera que o juro torna a atividade “impraticável”.

 Livre mercado

Gedeão analisou que mais importante que garantir o crédito agrícola é o produtor ter “primeiro a apólice de seguro”. Depois do seguro na mão, o produtor poderá ir às agencias financeiras. A sua crítica alinha com o pensamento do ministro Paulo Guedes, sobre a necessidade de haver mais concorrência, já que mais da metade do crédito no Brasil são feitos em apenas cinco grandes bancos. E completou sinalizando defesa à indústria – com maior industrialização do país.

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