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Colunista e Opinião

Turismo: bebidas e destinos etílicos pelo Brasil e no mundo

Turismo: bebidas e destinos etílicos pelo Brasil e no mundo
08.03.2021 09h18  /  Postado por: A Folha

Olá caríssimos leitores! Tomamos a liberdade de continuar escrevendo sobre bebidas, pois, o álcool acompanha a humanidade desde tempos remotos. Descrevi na edição anterior um vasto artigo sobre o vinho que tem seus registros de consumo desde 7.000 anos a.C.  Vamos continuar retratando sobre o tema e estender nossos trabalhos, escrevendo também sobre a Cerveja que surgiu “logo depois”, em 4.000 a.C., na Suméria (hoje Iraque).

Passamos alguns milênios e aprimoramos algumas técnicas de destilação fazendo surgir um novo mundo líquido. As bebidas alcoólicas se difundiram pelo mundo e agregaram complexidade e características próprias a cada região de apreciadores. No decorrer desta edição e posteriores, vamos retratar de bebidas e destinos etílicos pelo Brasil e pelo mundo, que vão das vinícolas de Mendoza, na Argentina, a Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha no Brasil; da região do Vale do Mosel, na Alemanha, à Toscana, na Itália, e Bordeaux, na França.

Vamos descrever, nesta e nas próximas edições, roteiros com visitas às Cervejarias de Blumenau em SC, à Baviera, Colonia e Dusseldorf, na Alemanha, e a Bruxelas, na Bélgica. Amsterdã na Holanda e Liverpool, na Inglaterra, também contemplam nossos roteiros.

Não vou deixar de relatar a importância do RUM para Havana, em Cuba, e nem a TEQUILA, para Guadalajara, no México. O UISQUE, que tem na cultura do povo de Speyside, na Escócia, e de Kentucky e Tenessee, nos Estados Unidos.

A VODCA, de Varsóvia e Cracóvia, na Polonia, e o CONHAQUE, na França, além do GIM produzido em Londres, na Inglaterra, serão também nossos destaques de destinos no mundo. Vamos encerrar falando da nossa CACHAÇA, Mineira e bem Brasileira.

Bom, andando por estes caminhos sobram noticias quentes como a razão por trás da Pureza Alemã, que regulamentou a fórmula da Cerveja para amenizar a escassez do pão, bem como a descoberta casual da efervescência dos Champagnes.

Boa leitura, Gute Reise, (boa viagem) e próst! (felicidades).

VISITE AS REGIÕES VINÍCOLAS DA ALEMANHA

Rheinhessen

Maior região vinícola alemã, Rheinhessen fica no oeste do país e se estende por 26 mil hectares, no triângulo entre as cidades de Mainz, Bingen e Worms. A tradição se iniciou no século 8º, e atualmente apenas cinco dos 136 municípios da região não produzem vinho. Rheinhessen é, por exemplo, a terra dos brancos riesling e rivaner, e do tinto dornfelder.

Rheingau

Há seis diferentes regiões vitivinícolas ao longo do Rio Reno, entre elas Rheingau, conhecida pelo riesling, que ocupa quase 80% de suas terras, e o spätburgunder (ou pinot noir). Tudo começou no mosteiro de Eberbach, fundado por monges cistercienses da Borgonha, que trouxeram a arte da vitivinicultura para a região compreendida entre Hochheim e Lorch.

Mittelrhein

A partir da cidade de Bingen, onde o Reno desenha uma curva mais pronunciada, começa o Vale do Médio Reno (Mittelrhein). Aí o leito do rio fica mais estreito e penetra no espetacular Maciço Renano. A viticultura define a paisagem, com vinhedos em terraço que se estendem até as portas de Bonn. Em 2002, a região foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco.

Pfalz

Uma região vinícola dos superlativos. O maior festival de vinho e o maior barril do mundo se encontram em Bad Dürkheim. E a primeira rota vinícola da Alemanha, a Deutsche Weinstrasse, atravessa o Palatinado (Pfalz). Seus 85 quilômetros interligam 130 vinícolas entre Bockenheim e Schweigen, na fronteira com a França. Todos os anos, a Rainha do Vinho alemã é eleita aqui, em Neustadt.

 Franken

A garrafa abaulada, conhecida como “bocksbeutel” (saco de bode), é marca registrada do vinho da Francônia (Franken). Mas jovens vinicultores locais também tomam a direção contrária, deixando de lado todos os floreios românticos e apresentando seu produto em modernas vinotecas. Nessa região no centro-sul da Alemanha produz-se vinho há mais de 1.200 anos. Um dos preferidos é o branco rivaner.

Estamos escrevendo sobre bebidas, pois, o álcool acompanha a humanidade desde tempos remotos. A produção e o consumo proporcionam belos roteiros para quem deseja um novo destino em suas viagens, aumentando a cultura e o prazer de conhecer novos lugares e diferentes povos.

Mosel

Uma questão de ângulo: com 380 metros de altura e uma inclinação de até 68 graus, o Calmont é o vinhedo mais íngreme da Europa. A região vinícola de Mosel, às margens dos rios Mosela, Saar e Ruwer, é a mais antiga da Alemanha. Graças aos romanos, que levaram a vitinicultura para lá 2 mil anos atrás. O riesling feito na região é considerado um dos melhores da Alemanha.

Baden

Banhada pelo sol, a terceira maior vinícola do país segue pelo Reno desde o Lago de Constança, no sul, até a cidade de Mannheim. Baden é a região mais quente do país. Por isso, suas uvas alcançam a pontuação mais alta na escala Oechsle, que mede a concentração alcoólica natural. A área é a principal fornecedora no país da casta spätburgunder (pinot noir).

Württemberg

Nessa região vinícola com centros em Stuttgart e Heilbronn, o vinho é uma espécie de bebida nacional: Württemberg ostenta o dobro do consumo per capita frente ao restante da Alemanha. No festival anual de enologia Stuttgarter Weindorf, uma das especialidades é o tinto trollinger. Não por acaso, a cidade é maior produtora da bebida em todo o país.

Ahr

Com apenas 560 hectares, a escarpada região vinícola do Vale do Ahr é uma das menores do país. Sua rota do vinho tinto se estende por 35 quilômetros ao longo do rio Ahr, de Bad Bodendorf a Altenahr. Para quem decide percorrê-la na época da vindima, não faltam incentivos ao longo do caminho, como as provas de vinhos e os “winzervesper” – jantares oferecidos após cada jornada da colheita.

Saale-Unstrut

A área vinícola mais setentrional da Alemanha acompanha os rios Saale e Unstrut, e vai até os 51 graus de latitude, o limite natural para a vinicultura. Graduações Oechsle como na ensolarada Baden são impensáveis: os vinhos regionais apresentam-se bem secos, as safras são modestas. Ainda assim, os vinicultores aprenderam a extrair o máximo da natureza, com resultados excelentes e grande demanda.

Sachsen

Como Saale-Unstrut, a região vinícola da Saxônia (Sachsen) fica no antigo território da Alemanha comunista, e ganhou novo impulso com a Reunificação, em 1990. Uma de suas especialidades são espumantes como o da adega Schloss Wackerbarth, a segunda mais antiga do gênero no país. Em meados de agosto, dezenas de produtores da região abrem suas adegas e vinhedos para provas e visitas.

Nahe

A região do rio Nahe fica entre o Mosela e o Reno. De porte modesto, seus cerca de 4 mil hectares produzem castas como a riesling, silvaner e rivaner (também denominada Müller-Thurgau). Para conhecer a área, duas boas opções são a idílica Rota Vinícola do Nahe ou a ciclovia regional. Já os amigos das caminhadas longas tem como opção a belíssima rota Reno – Nahe, com 100 km de extensão.

Hessische Bergstrasse

Ao norte de Heidelberg passa a Rota das Montanhas de Hesse (Hessische Bergstrasse). Uma particularidade dessa região vinícola é comportar, em seus meros 452 hectares, 233 tipos de solo diferentes. Consequentemente, os vinhos se distinguem de um local para outro. Nenhuma dessas raridades chega ao comércio, sendo todas vendidas – e consumidas – in loco.

Autoria: Anne Termèche (rpr/av) – https://www.dw.com/

 

Roteiro de quatro dias pelo Vale do Mosela

Numa viagem que começa em Koblenz e vai até Trier, o passeio por uma das regiões com os melhores vinhos brancos do mundo passa por vilarejos idílicos, castelos encantados e pelos vinhedos mais íngremes do mundo.

Com 544 quilômetros de extensão a partir de sua nascente na montanha dos Vosges, na França, o Mosela (Mosel, em alemão) é um dos principais afluentes do rio Reno e a segunda via de navegação mais importante da Alemanha.

Essa região romântica, onde celtas e romanos já cultivavam videiras há mais de 2.000 anos, tem hoje mais de 100 cidades e vilarejos vinícolas, cerca de 5.000 viticultores e aproximadamente 9.300 hectares com 70 milhões de videiras.

Como a maior parte dos brasileiros entra na Alemanha por Frankfurt, é mais prático iniciar a sua viagem por Koblenz, cidade do estado da Renânia-Palatinado (Rheinland-Pfalz) situada na confluência do Reno com o Mosela.

Em nosso tour, vamos nos concentrar em Koblenz, Cochem, Bernkastel-Kues e Trier, ou seja, nas cidades e vilarejos históricos do Baixo e Médio Mosela (Untermosel ou Terrassenmosel e Mittelmosel) ao longo de castelos encantados, encostas de ardósia e dos vinhedos mais íngremes do mundo.

Nossa viagem pelo Vale do Moselavai de Koblenz, onde o rio deságua no Médio Reno, até Trier, uma das cidades mais antigas da Alemanha fundada pelos romanos há mais de 2 mil anos

 

Na nossa próxima edição vamos descrever roteiros vitivinícolas na Argentina e no Brasil… Aguardem!

 

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