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Colunista e Opinião

Destinos etílicos pelo mundo: “Estamos a falar de Portugal, que com o passar dos vinhos os anos ficam melhores”

Destinos etílicos pelo mundo: “Estamos a falar de Portugal, que com o passar dos vinhos os anos ficam melhores”
28.06.2021 14h02  /  Postado por: A Folha
Por Claudir Roos

Olá,  caríssimos leitores(as). Retornamos, vamos continuar mencionando o carro chefe de nossas publicações, mas, como todos sabem, não podemos deixar de mencionar e levar a todos vocês um pouco de nossos produtos comerciais que na edição anterior apresentamos o resultado de nossa última viagem em grupo, onde visitamos a bonita cidade de “Capitólio” no sul de Minas Gerais. Cidade esta, pouco conhecida da nossa comunidade local e regional. Grato estamos pela participação dos clientes e amigos que conosco estavam e nos auxiliaram a realizar a nossa edição anterior, que foi muito bem aceita por todos e em especial pelos mineiros que receberam os nossos exemplares a eles enviados.

Nosso destino de viagem desta edição continua no “velho mundo” , quando na edição anterior damos o nosso  reconhecimento a qualidade Italiana na produção do “néctar dos deuses” que é uma das suas especialidades agrícolas. Vamos a PORTUGAL, ou “estamos a falar de Portugal”  país de longa tradição vinícola, iniciando sua história com a implantação da vinicultura pelos romanos, há muitos séculos.

No dito popular Português: “O vinho é coisa santa, que nasce de Cêpa torta. A uns faz perder o tino, a outros faz errar a porta”.

Estátua do Deus Baco, em Florença (Itália)

Outrora território pertencente ao Império Romano, a então denominada Lusitania certamente foi o local de residência de verão do deus Baco (foto). Não temos outra explicação para justificar tamanha quantidade e riquíssima variedade de uvas autóctones e justaposições de regiões vinícolas em um espaço de terra tão reduzida como é Portugal. Para termos ideia do que estamos a falar sobre a cultura da vinha e do vinho em terras lusitanas, os inúmeros terroirs presentes deste lado da Península Ibérica são a razão de existir de 14 regiões vinícolas demarcadas, que detém cerca de 250 castas de uvas autóctones que produzem 31 indicações de vinhos de classificação DOC!

 

A cultura do vinho em Portugal

A tradição da produção de vinhos em Portugal é algo que perdura há muito tempo. Há registros de que a bebida é produzida no território lusitano desde pelo menos 2.000 a.C. pelos tartessos, (Tartessos, uma civilização mística situada no sudoeste peninsular Ibérico que facionou os gregos antigos e por onde Hércules passou e hoje descoberta por historiadores). Outras civilizações, como os fenícios, também contribuíram com o advento de novas técnicas e uvas na região.

Las Columnas de Hércules en Ceuta. Significado: Separação e união de dois continentes: Europa e África, através da figura mítica de Hércules.

O reconhecimento, porém, só viria a acontecer por volta do século 12, quando os primeiros vinhos portugueses foram exportados para a Inglaterra. As bebidas faziam tanto sucesso entre os britânicos que foi uma das razões da elaboração do Tratado Comercial de Windsor, em 1386, que continua em vigor até os dias atuais.

O vinho fortificado, conhecido na época como Porto, acabou sendo um dos produtos de maior destaque por toda Europa. Para proteger sua autenticidade, o estadista Marquês de Pombal estabeleceu a regulação da bebida, o que mais tarde se tornaria a primeira denominação de origem do país.

Tiles (azulejos) na estação de trem do Pinhão, Vale do Douro, Portugal.

Nos séculos seguintes, novas variações de vinhos portugueses foram ganhando o paladar dos enófilos de todo o mundo, como Vinho Verde, Madeira, Mateus e Lancers. Na década de 1980, a entrada de Portugal na União Europeia possibilitou um crescimento ainda maior ao setor, fortalecendo a vinificação e exportação no país.

 

Regiões vinícolas de Portugal

Se você já teve em mãos um vinho português, sabe que muitas vezes não se encontram no rótulo informações a respeito da uva utilizada como matéria-prima. Isso ocorre porque cada região do país desenvolveu técnicas de vinificação, o que acaba sendo mais importante para o consumidor do que a cepa utilizada.

A seguir, conheça as principais regiões vinícolas do vinho português e a denominação de origem atrelada a cada uma!

Portugal possui 14 regiões vinícolas:

Açores
Alentejo
Algarve
Bairrada
Beira Interior
Dão
Lisboa

Madeira
Península de Setúbal
 Porto e Douro
 Távora e Varosa
Tejo
Trás-os-Montes
Vinho Verde

Douro

Local de produção do Vinho do Porto, é uma das regiões vinícolas mais importantes do mundo – e possivelmente uma das mais antigas. Com lindas paisagens, é banhada pelo rio Douro, que nasce na Espanha e deságua no Atlântico.

Porto, Ponte Luis I no Por do Sol, vista do topo

O clima é bastante intenso: o inverno é rigoroso, e o verão, excessivamente quente. Já o solo é um misto de granito e xisto, rico em nutrientes que permitem a penetração de raízes em busca de água do rio.

Afinal, o que é o Vinho do Porto?

É um vinho licoroso, produzido especificamente na Região Demarcada do Douro, no norte de Portugal, que recebe a adição de aguardente vínica durante seu processo de elaboração. Como o próprio nome sugere, a aguardente vínica é uma bebida feita por meio da destilação do vinho. O objetivo de adicioná-la durante ou após a fermentação do Vinho do Porto é aumentar sua graduação alcoólica.

Quando essa adição ocorre durante a fermentação, esse processo é interrompido, pois as leveduras morrem devido ao alto grau de álcool. Com isso, o vinho fica com uma quantidade maior de açúcar residual – simplificando, ele será mais adocicado no paladar. Quando a adição da aguardente vínica ocorre apenas no fim da fermentação, ou seja, quando a levedura cumpriu a sua função de consumir o açúcar da uva, o vinho terá um paladar seco.

Apenas os vinhos fortificados produzidos no Douro podem ser chamados de vinhos do Porto?

Sim, os vinhos do Porto integram uma Denominação de Origem, por isso, esse nome está ligado exclusivamente à região do Douro. Outras áreas vitivinícolas podem produzir vinhos fortificados, porém esses não podem ter a menção “Vinho do Porto”. É o caso do Vinho Madeira, por exemplo. Ambos são elaborados de formas semelhantes, mas em diferentes Denominações de Origem.

Quais são os estilos de Vinho do Porto?

Entre os tintos, são dois: Ruby e Tawny. De forma abrangente, podemos dizer que os exemplares da categoria Ruby tendem a ter tonalidade tinta mais escura e intensa, e a preservar mais os aromas frutados, principalmente os que integram as subcategorias mais jovens. Já os Tawny trazem características de evolução e oxidação que vão desde a tonalidade, que tende a ser mais clara, aos aromas que destacam frutas secas. Esses estilos também são chamados de categorias especiais, que se subdividem em categorias específicas.

E quanto aos outros estilos?

Há também os Vinhos do Porto Rosés e os Brancos – estes últimos também possuem subcategorias.

Qual a diferença entre Ruby e Tawny?

O tipo de envelhecimento. O Ruby passa por madeira por poucos anos e, logo depois, é engarrafado (para envelhecer dentro da garrafa), sem, praticamente, ter contato com o oxigênio. Já na elaboração do Tawny, o produtor troca o vinho entre várias barricas, expondo o líquido ao oxigênio durante o processo. Como o Ruby foi engarrafado muito cedo e sem contato com oxigênio, ele vai evoluir em garrafa e alcançar o auge ao longo dos anos.

O Tawny, por sua vez, já atingiu o apogeu durante o tempo em que foi trocado entre barricas, ou seja, passando pelo processo oxidativo, quando é engarrafado, o Tawny já está pronto para o consumo, pois vai evoluir positivamente muito pouco ou nada.

Essa troca de barricas também define a construção do blend?

Sim. Inicialmente, os vinhos ficam em barricas separadas. Mas ao longo dos anos, o produtor vai juntando esses vários lotes de vinhos diferentes, até chegar ao corte final. Esses vinhos geralmente têm idades diferentes. Ao fim do processo, o produtor faz a média da idade de todos os lotes utilizados no blend. E assim nascem os vinhos do Porto sem safra e os com indicação de idade (10, 20, 30 e 40 anos).

O Vinho do Porto é sempre doce?

Não. As categorias de classificação quanto ao teor de açúcar em g/L na origem do Vinho do Porto seguem os limites exigidos pela denominação, que vai de “extrasseco” até “muito doce”. Logo, temos exemplares que não trazem doçura perceptível no paladar. Confira a classificação de acordo com o teor de açúcar:

● Extrasseco – até 40 gramas de açúcar por litro
● Seco – acima de 40 até 65 gramas de açúcar por litro
● Meio seco – acima de 65 até 90 gramas por litro
● Doce – acima de 90 até 130 gramas por litro
● Muito doce – acima de 130 gramas por litro

Vale lembrar que cada região ou país possui suas regras e especificações quanto à elaboração dos vinhos, incluindo a classificação em relação à quantidade de açúcar em gramas por litro. E nunca é demais lembrar que a classificação, isoladamente, não tem nenhuma ligação com a qualidade do vinho.

Por que o Porto Vintage é considerado o rei dos vinhos do Porto?

O Porto Vintage, que está no topo da categoria Ruby, é safrado, ou seja, feito com uvas colhidas em um ano específico. Ele só é elaborado em safras consideradas excepcionais e com uvas cuidadosamente selecionadas.

O Porto Vintage é o único vinho do Porto com potencial para envelhecer longos anos em garrafa. É engarrafado sempre entre dois e três anos após a colheita e tem potencial para envelhecer até 50 anos em garrafa. Um dos motivos pelos quais é tão aclamado é porque surpreende desde quando consumido logo depois do engarrafamento, até após muitos anos de envelhecimento em garrafa.

Quanto tempo um Porto pode envelhecer preservando suas qualidades?

Depende muito do estilo e da subcategoria a que o vinho pertence. Além disso, a forma como ele é armazenado também influencia muito, por isso, seguir as condições ideais de armazenamento (preservando constante a temperatura de cerca de 15 °C, a umidade controlada, longe de exposição solar de luzes intensas e de trepidações) vai evitar o aceleramento do envelhecimento do vinho.

Podemos citar como exemplo o Vinho do Porto Late Bottled Vintage (LBV), que pode envelhecer bem em garrafa por cerca de cinco anos. Já um Porto Vintage pode evoluir bem até uns 50 anos. Mas também temos o Ruby e o Tawny de entrada, que são produzidos para o consumo imediato.

Depois de aberto, por quanto tempo o Vinho do Porto pode ser consumido?

Depende muito do estilo de vinho do Porto e também das condições de armazenamento da garrafa. O ideal é manter a garrafa fechada e em local resfriado, como adega ou em um cantinho da geladeira.

Quanto dura o Vinho do Porto após aberto?

● Vintage: de 1 a 2 dias
● Late Bottled Vintage (LBV): de 4 a 5 dias
● Ruby, Ruby Reserva e Brancos: de 8 a 10 dias
● Tawny e Tawny Reserva: de 3 a 4 semanas
● Tawny e brancos com Indicação de Idade (10, 20, 30, 40): de 1 a 4 meses
● Colheita: de 1 a 4 meses (os mais novos, menos tempo, os mais velhos, mais tempo)
*Estimativa do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP)

O Vinho do Porto pode ser consumido gelado?

Certamente! Aliás, na maioria dos casos deve ser consumido gelado ou resfriado. Nunca em temperatura ambiente, a não ser que na sua cidade as temperaturas sejam bem próximas das indicadas:

● Rosé: 4 °C
● Branco*: de 6 ºC a 10 °C
● Ruby*: de 12 ºC a 16 °C
● Tawny*: 10 ºC a 14°C

*Os mais jovens, mais resfriados; os mais velhos, menos.

Qual é a taça ideal para apreciar o Vinho do Porto?

Vinhos fortificados normalmente são servidos em taças menores, pois como possuem alta graduação alcoólica, a quantidade de consumo é menor. Além de pequenas, essas taças possuem bojo mais estreito e borda mais fechada, que direciona o vinho para a ponta da língua, região que detecta os sabores doces.

Um cálice oficial do Vinho do Porto foi introduzido em 2001, mas, independentemente do modelo, gosto de lembrar que o importante é a gente sempre usar a taça de que mais gostamos, aquela com a qual temos mais intimidade para manusear.

Quais as melhores harmonizações para o Vinho do Porto?

Com um Vinho do Porto Vintage, as nozes, frutas secas e queijos de sabor intenso são os mais indicados, mas a clássica harmonização é obtida com o queijo azul stilton. Os exemplares da categoria Tawny com indicação de idade (10, 20, 30 e 40 anos), combinam muito bem com tarte de amêndoa, torta de nozes, crumble de maçã e com o clássico panetone.

Mas, além dos doces, eles também podem ser servidos com queijos como o comté e o pecorino maduro. Já os exemplares Ruby, Ruby Reserva e o LBV combinam com sobremesas à base de chocolate, como uma mousse. Mas se a ideia for harmonizar com aperitivos salgados, o ideal é escolher os queijos mais cremosos, como o brie e o cheddar.

Há drinques famosos preparados com Vinho do Porto?

Sim! Não podemos deixar de citar o Portonic, ou Porto Tônica. Preparado com Vinho do Porto branco, água tônica, gelo e uma rodela de limão, essa bebida refrescante é muito consumida principalmente no verão, como aperitivo antes das refeições, como drinque de boas-vindas e também no happy hour.

Minho

Localizada no extremo norte de Portugal, fazendo fronteira com a Galícia, na Espanha, é na região do Minho que se produz o Vinho Verde. Em geral, são rótulos com baixa graduação alcoólica, sabor fresco, frutado e corpo levemente frisante.

A região dos Vinhos Verdes tem influência atlântica, reforçada pela orientação dos vales dos principais rios, que correndo de nascente para poente facilitam a penetração dos ventos marítimos. É observada elevada pluviosidade, temperatura amena, pequena amplitude térmica e solo majoritariamente granítico e localmente xistoso. Mas algumas regiões, por conta do microclima, apresentam características de terroir distintas. O que influencia diretamente no vinho. Por isso a região foi dividida em nove subáreas..

Entenda como é produzido o vinho verde:

De fácil confusão, o vinho Verde não se trata de um estilo de vinho, mas, sim, de uma região com Denominação de Origem local.

O vinho Verde é feito da mesma forma que os vinhos tradicionais, entretanto a partir de uvas da região de Verde, em Portugal.

Após sua colheita e esmagamento, acontece, então, a fermentação em contato com o mosto. Logo após isso, o vinho trasfega para cubas de inox para, a partir daí, ser engarrafado.

Palacio da Brejoeira – região do Minho

Uvas tipicamente portuguesas são o segredo do caráter desses vinhos. Existem ao todo 47 castas permitidas para a vinificação dos vinhos Verdes. No entanto, as mais comuns, em destaque nos rótulos, são as brancas Alvarinho, Arinto, Avesso, Azal, Loureiro, Fernão Pires, Trajadura; as tintas, como Espadeiro, Borraçal, Amaral; e, ainda nos rosés, a Touriga Nacional.

Para receber o selo de  Denominação de Origem Vinho Verde, os vinhos devem respeitar as normas estabelecidas pela lei. Não há restrição de área de cultivo, toda a produção realizada dentro da Região dos Vinhos Verdes pode receber o selo se respeitarem as diretrizes da DOC. (Denominação de Origem Controlada).

Região do Dão

Conhecida por muitos como a Borgonha portuguesa, a região do Dão tem por característica vinhos com acidez bem presente e aromas complexos, além de um grande potencial de guarda.

Foi reconhecida em 1908 como região demarcada de produção de vinhos, passando por renovação em sua legislação até 1990, quando se tornou uma Denominação de Origem Controlada.

Região do Dão

A estrela da região é a casta Touriga Nacional, uma das principais castas e a mais emblemática e principal uva tinta portuguesa que dá vinhos com alto teor alcoólico e taninos bem acentuados.

Eis que a Região do Dão ressurge no mercado vitivinícola com vinhos de alta grandeza, elegantes, inéditos e equilibrados.

Amparada bem ao centro do país, foi uma das primeiras regiões a receber o selo de demarcação para a produção de vinhos não licorosos na Península Ibérica. A Região inteira possui 376 mil hectares, dos quais 20 mil são destinados exclusivamente para o cultivo das vinhas.

Atualmente, 80% da produção se destina aos vinhos tintos e, desse total, no mínimo 22% são elaborados a partir da Touriga Nacional, que é a mais célebre das suas produções nativas.

Além da Touriga, outras cepas também recebem prestígio na Região do Dão: as uvas Alfrocheiro Preto e Jaen. A primeira suscita aromas finos aos vinhos, ficando cada vez mais complexa conforme vai amadurecendo. A Jaen, no entanto, confere aos vinhos aromas frutados, uma concentração alcoólica regular e taninos excelentemente macios e de extrema qualidade.

As vinhas, de modo geral, encontram-se cultivadas em até 800 metros de altitude, contudo, vegeta em maior quantidade entre 400 e 500 metros.A área está circundada por montanhas graníticas por três lados e dessa forma, não sofre tanta interferência da umidade que vem do Atlântico.

Os verões são secos e quentes, o que é um dos fatores que corroboram para a precoce maturação das uvas e por deixar o vinho encorpado e vibrante.

Em contrapartida, os invernos frios e chuvosos denotam uma região de vasta amplitude térmica, o que oferece aos vinhos, inúmeras faces de uma mesma casta.

É nesse solo de baixa fertilidade e acidentado relevo que o terroir tem sua mais magnífica expressão na Touriga Nacional.

Harmonicamente, desmanchando-se em sabores notáveis, aromas intensos, bom teor alcoólico e taninos encorpados e nobres.

Essa região é um convite a apreciadores críticos e experientes a degustarem os aromas e sabores com o melhor dos sorrisos.

Região do Alantejo

O Alentejo, ao contrário das regiões anteriores, fica no sul de Portugal, e por isso muitas das condições são significativamente diferentes: o solo é composto de xisto e areia, a altitude é mais baixa e o clima é quente, com invernos amenos e baixa incidência de chuvas.

Em sua maioria, os vinhos alentejanos são tintos encorpados. Entre as principais vinhas plantadas na região, estão as portuguesas Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Aragonez e Touriga Nacional. Também é possível encontrar vinhos feitos de Cabernet Sauvignon e Syrah.

Vinhos alentejanos: conheça suas particularidades e quais as suas principais características

Rústica, charmosa e com paisagens marcantes: assim é a região de Alentejo. Ela também nos surpreende com a sua capacidade de elaborar vinhos únicos, distintos e diferenciados, sendo exemplos da qualidade que Portugal conseguiu transportar em suas garrafas.

Essa enorme área se tornou umas das mais importantes produtoras de vinho nos últimos anos e alcançou seu reconhecimento na década de 80. Isso, graças ao avanço da viticultura e dos processos de vinificação, aliados ao legado das parreiras centenárias.

Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada

Entre várias medidas tomadas para alavancar o vinho Português está a fundação da primeira Adega Social de Portugal. Mais tarde, foi criado o Projeto de Viticultura do Alentejo (PROVA), apoiado pela Associação Técnica dos Viticultores de Alentejo (ATEVA) e pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).

Essa região entrou novamente no mapa dos melhores vinhos portugueses e do mundo. Hoje, é uma das principais regiões vitivinícolas de Portugal, onde se perde de vista pelas suas imensas planícies povoadas de vinhedos.

Situada no sul de Portugal, sendo limitada por pequenas porções de terra. As principais, para efeitos de regulamentação da denominação de origem controlada (DOC), são as sub-regiões: Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira. As demais são denominadas como Vinho Regional Alentejano.

Ela tem uma grande diversidade de solo e clima dentro da mesma região, cada uma com sua singularidade expressa em suas garrafas. Os solos predominantes são de xisto, argila, mármore, granito e calcário.

Também têm uma drenagem natural favorável, o que os torna aptos para a cultura de uvas. Sua variação climática anual, com sol forte e altas temperaturas no verão e frio seco no inverno, possibilitam a produção de uvas excelentes, com uma combinação natural de maturidade e frescor.

Mas o que torna essa região tão excepcional? A fórmula do seu sucesso pode ser facilmente encontrada em seu terroir. (a palavra terroir, de origem francesa, designa tudo aquilo que faz com que determinado alimento (ou, no nosso caso, vinho) apresente as peculiaridades únicas do local onde foi produzido.)

 Quais são as características dos vinhos mais emblemáticos de Alentejo?

Há inúmeras castas plantadas. Entre os vinhos brancos, a uva Antão Vaz, é a maior aposta da região. Também encontramos com maior facilidade as castas nativas Arinto Fernão Pires e Roupeiro. Enquanto nas tintas, destacam-se Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira.

Mas as possibilidades de corte são inúmeras, o blend mais habitual é composto por Castelão, Aragonês e Trincadeira. Sem contar que é possível encontrar vinhos regionais elaborados com Touriga Nacional, Cabernet SauvignonSyrah ou Chardonnay. Com tamanha pluralidade e diversidade, é invejável a qualidade dos vinhos alentejanos.

O que esperar dos vinhos alentejanos?

enófilo pode desfrutar desde o rótulo mais simples até o mais complexo. E o que podemos esperar dos lusitanos? Os vinhos tintos elaborados nessa região têm coloração escura, são encorpados e ricos em taninos.

São bastante aveludados e, geralmente, têm ótima concentração de frutas silvestres e vermelhas. São vinhos prontos para beber ainda jovens. Também é possível encontrar bons vinhos brancos elaborados nessa parte de Portugal, apesar de serem bebidas menos tradicionais.

Os vinhos brancos costumam ser suaves, ligeiramente ácidos e apresentam aromas de frutas tropicais. Apesar das diferenças marcantes de cada sub-região, os vinhos apresentam características únicas entre si. Em geral, eles são sedutores e elegantes.

Seus exemplares ímpares são capazes de agradar aos paladares mais diversos. Então, que tal experimentar um vinho alentejano? Descubra, a seguir, onde encontrar uma bela garrafa e, assim, degustar os sabores do sul de Portugal.

 

Região de Açores: PRÓXIMA EDIÇÃO…

Tendo em vista a ampla diversidade de conteúdo das regiões infelizmente não poderei atingir todas elas nesta edição….. então….

Maiores informações, aqui estamos!

Boa semana! Bons Vinhos! Gute Reise! Tim-Tim!

Fontes: academiadovinho; blogvinhotinto; ecotoursportugal; enologuia; divvino; Wine; winetourismportugal.
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