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Gaúcha é a mulher mais jovem a receber o título de doutora no Brasil

Gaúcha é a mulher mais jovem a receber o título de doutora no Brasil
Foto: Divulgação
13.12.2021 10h01  /  Postado por: A Folha
Por Correio do Povo e UFRGS

No último dia 29 de novembro, a pesquisadora gaúcha Manoella Treis apresentou sua tese de doutorado sobre endometriose ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFRGS e fez história ao se tornar a mulher mais jovem a receber o título de doutora no Brasil, aos 24 anos de idade. A tese “Análise da Formação de Agenda Governamental sobre Políticas Públicas para Mulheres Portadoras de Endometriose: Um estudo de caso sobre o Brasil e a Austrália” teve orientação da professora Marília Patta Ramos, e o trabalho busca analisar a formação deste cenário por meio de estudos de casos múltiplos, olhando para o Brasil e a Austrália.

Mestra em Ciências Sociais pela Unisinos e com MBA em Gestão e Desenvolvimento de Projeto na Feevale, a nova doutora escolheu a temática por ser portadora da doença e conhecer as dificuldades enfrentadas no sistema privado de saúde. A partir disso, Treis descobriu que existiam políticas estatais em tramitação e procurou entender o processo que levou a formação da agenda e os motivos de o país não ter políticas públicas formadas.

O tema, apesar de relevante, ainda é pouco discutido e por isso, a pesquisa de Manoella se torna ainda mais importante. “É uma conquista significativa para mim e que me possibilitou abordar as vozes de milhões de portadoras de endometriose em um âmbito acadêmico no contexto social e político, transcendendo a saúde”, complementou a pesquisadora.

Natural de Novo Hamburgo, ela realizou o doutorado em apenas 18 meses e precisou passar por um processo administrativo da UFRGS, além de pedir uma autorização da Capes – fundação responsável pela pós-graduação no Brasil – para poder apresentar o trabalho à banca examinadora antes do prazo mínimo exigido que é de 24 meses.

Manoella também é a mulher responsável por fazer o doutorado mais rápido da UFRGS e a mais jovem doutora da instituição nos últimos 10 anos. Atualmente, ela é bolsista da Secretaria de Educação a Distância – SEAD na UFRGS no Projeto de Produção Curso Online sobre Inovação, criatividade e mudança social e tem recebido diversas propostas para continuar pesquisando e seguir carreira como docente.

Segundo a pesquisadora, o interesse pela pesquisa científica surgiu ainda no colégio. “Ao longo do meu percurso acadêmico, busquei me envolver em iniciação científica, grupos de pesquisa e estágio em docência para gerar o retorno de pesquisas para sociedade por meio da educação”, relembra Manoella.

Para Manoella, o feito é uma forma de mostrar a importância da ciência. Ela espera inspirar outras meninas e, inclusive, deixou um recado para aquelas que pensam em seguir carreira como pesquisadoras: “Eu aconselho as meninas a terem dedicação, determinação, buscar conhecimento sempre e em várias áreas, ser perseverante, porque nem sempre é fácil o processo científico, acadêmico e profissional, há momentos de alegria, mas que precisamos lidar com questões que não são tão favoráveis, mas a participação de mulheres na ciência é essencial em todos os lugares”.

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