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Projeto Sorriso Voluntário da UPF está de volta às atividades após dois anos

Projeto Sorriso Voluntário da UPF está de volta às atividades após dois anos
Foto: Divulgação/ Créditos: Camila Guedes
13.06.2022 14h24  /  Postado por: A Folha

O silêncio tão habitual deu lugar a gargalhadas e brincadeiras. E quem passou pelos corredores do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) na manhã dessa sexta-feira, 10 de junho, foi recebido com um bom dia inusitado: um grupo vestido de palhaço invadiu o espaço onde predominam os jalecos brancos. O motivo para tanta euforia era especial. Após dois anos “guardados no armário”, os voluntários do Sorriso Voluntário, projeto de extensão da Universidade de Passo Fundo (UPF), estavam de volta.

A palhaça Crisbela é a responsável pelo projeto. Na verdade, por baixo da máscara e da peruca está a professora Dra. Cristiane Barelli, quem conduz, semanalmente, acadêmicos voluntários dos cursos de Medicina e Enfermagem e também de estudantes do Ensino Médio Integrado UPF, pelos corredores do hospital. O Sorriso Voluntário existe desde 2014, mas nos últimos dois anos foi interrompido pela pandemia. Ficou “escondido dentro do armário com muita tristeza”, como diz a professora. “É um projeto sobre a alegria do cuidar e quando a gente não consegue estar em campo, perde a oportunidade de fazer o bem para o outro e para nós mesmos”, pontua.

Além de fazer o bem para o outro, na perspectiva da formação acadêmica, o projeto é uma grande aula prática. “É muito significante para o estudante passar por esse processo, porque detrás da brincadeira do palhaço, tem uma mensagem. Hoje a gente está levando a importância da higienização das mãos, com uma dança, uma coreografia, então o estudante acaba tendo que desenvolver estratégias lúdicas de se comunicar com o outro”, explica.

Expectativa pela estreia

Nesta retomada de atividades, o projeto visitará os pacientes em hemodiálise e os doadores de sangue no Serviço de Hemoterapia. Todos os voluntários são estreantes. Entre eles está a acadêmica de Medicina Júlia Catharina Henicka. Com seu violão e vestida como a palhaça Canarinha, Julia estava empolgada com a estreia. “Minha expectativa é poder levar um pouco de conforto e de alegria para as pessoas que estão em uma situação tão chata dentro do hospital, por vezes, dolorosa. Então, eu quero ver sorrisos”, conta.

Na opinião da estudante do quarto nível, o papel do Sorriso Voluntário é justamente tornar o processo de cura menos doloroso. “Ninguém gosta de ficar ligado a uma máquina por 4 horas no seu dia ou mais. Então, eu acho que a gente facilita um pouco esse processo, torna menos árduo”, pontua. Mas apesar de voluntário, atuar no projeto tem suas recompensas. Para Júlia, é aprender a se comunicar com os pacientes, habilidade tão importante para um futuro médico. “Acho que esse contato mais íntimo com o ser humano na sua forma mais frágil ajuda a gente a desenvolver essa empatia, essa sensibilidade que precisa ter para lidar com o outro”, completa.

Um dia mais leve

Concretizando a expectativa da Júlia, foram muitos os sorrisos que professora e estudantes encontraram pelo caminho. E não apenas de pacientes. Durante toda a ação, funcionários e visitantes também foram convidados a parar e aprender a coreografia que ensinava a maneira correta de higienizar as mãos.

Natural de Fontoura Xavier, o aposentado Selmo Brunhera foi uma das pessoas tocadas pelo Sorriso Voluntário. Paciente em hemodiálise, ele viaja três vezes por semana a Passo Fundo para realizar o procedimento e fica por mais de 3 horas e meia sentado enquanto o processo acontece. Durante a ação, ele conversou com as voluntárias, sorriu e aliviou um pouco o cansaço da viagem e do tratamento. “Esses momentos ajudam a tornar o dia mais leve”, fala.

E do ponto de vista médico, só existem benefícios. “São pacientes que passam 12 horas semanais aqui envolvidos no tratamento dialítico. Então esses projetos que visam melhorar a qualidade de vida deles, vêm a agregar muito, tornando a rotina deles mais leve, mais divertida, mais alegre. Atendemos quase 200 pacientes em hemodiálise que, muitas vezes, vêm de longe, então, ter essa assessoria não só médica, mas multiprofissional, é essencial”, frisa a médica responsável pelo serviço e também professora da UPF Dra. Fabiana Piovesan.

 

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