Passo Fundo/RS: Chuvas esparsas
Carazinho/RS: Chuvas esparsas
Passo Fundo/RS: Chuvas esparsas
Carazinho/RS: Chuvas esparsas

Notícias

27 de novembro de 2023

ARTIGO

2.400 caracteres

Alexandre Garcia

Speaker (palestrante), consultor, professor e autor do livro "Entendendo o mindset do Futuro"

garcia@speakeralexandregarcia.com.br

ESG: na origem do cooperativismo

Adotar ações de sustentabilidade, de responsabilidade social e boas práticas de gestão dos negócios é uma forma simplificada de explicar o que é ESG. A sigla em inglês para Environment (Ambiental), Social (Social) e Governance (Governança), que carrega uma série de critérios, tem total conexão com os princípios do cooperativismo, onde o Rio Grande do Sul se destaca no país.

A organização que atua alinhada às práticas do ESG gerencia as questões ambientais, foca no desenvolvimento de sua região e posiciona a governança como prioridade. Pelo que observo, as empresas que consideram e gerenciam esses aspectos dão maior ou menor ênfase em cada um deles, dependendo de seu segmento.

Quando cruzamos os critérios que definem o moderno ESG com os princípios do cooperativismo, que prioriza pessoas e possui valores e princípios nobres desde seu surgimento, no século 19, a conexão fica evidenciada.

A Aliança Cooperativista Internacional (ACI), que é a guardiã global dos princípios do cooperativismo, define sete eixos: 1 - Adesão consciente e voluntária; 2 - Gestão democrática; 3 - Participação econômica; 4 - Autonomia e independência; 5 - Educação, treinamento e informação; 6 - Cooperação entre cooperativas; e 7 - Compromisso com a comunidade.

No ESG, a questão ambiental (E) é reforçada pelos princípios 5 e 7. O social (S) nos princípios 1, 4, 5, 6 e 7. Já a governança (G) nos itens 1, 2, 3, 4 e 5. Assim, pode-se considerar que, embora o ESG tenha ganhado ênfase recentemente, para o cooperativismo essas perspectivas já vêm sendo consideradas há muito tempo. Aliás, o termo ESG não é verdadeiramente novo. O termo existe desde 2004, mas recentemente ganhou destaque na agenda corporativa global em função do posicionamento de grandes fundos que declararam desinvestimento em empresas não alinhadas ao ESG.

No mundo das cooperativas, a boa notícia é que, apesar do alinhamento ao ESG ser necessário, suas temáticas não são tão diferentes da gênese do movimento. É claro, porém, que a sistematização proporcionada pelo ESG traz mais métodos e técnicas de gestão, o que pode ser observado em uma norma técnica da ABNT já disponível sobre o assunto.

Se entrarmos no tema do ESG classificando-o como um verdadeiro encontro com a essência cooperativista, a incorporação de seus métodos fica mais fácil. Cada vez mais a sociedade irá cobrar e entender como o ESG ajuda na conservação do planeta e no desenvolvimento da comunidade e dos negócios. Fique atento!

Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Permitir