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Em carta, CEO da John Deere admitiu que demissões estão a caminho, o que parece ter se tornado inevitável em meio à brutal queda da demanda

3 de junho de 2024

John Deere prepara pacote de demissões

Em carta, CEO da John Deere admitiu que demissões estão a caminho, o que parece ter se tornado inevitável em meio à brutal queda da demanda (Foto Divulgação JD)

A ressaca das indústrias de máquinas agrícolas não vai ficar apenas na das fábricas. A John Deere, gigante americana avaliada em mais de US$ 100 bilhões, prepara um plano de demissões para se adequar à nova realidade do mercado em todo o mundo.

Num comunicado enviado aos funcionários na sexta-feira (31 de maio, a John Deere admitiu que demissões estão a caminho, o que parece ter se tornado inevitável em meio à brutal queda da demanda — particularmente na América do Sul, onde o Brasil é um destaque negativo.

“Infelizmente, isso significa a saída de alguns de nossos talentosos e dedicados colegas”, escreveu John May, CEO da John Deere. A carta foi revelada em uma publicada pela agência Bloomberg. Na carta, o executivo não abriu mais detalhes sobre as demissões. A extensão dos cortes deve ser conhecida por volta de julho, quando se encerra o terceiro trimestre fiscal.

Globalmente, a Deere possui em torno de 83 mil funcionários. Desse total, 33,8 mil trabalham nos Estados Unidos e Canadá. Regionalmente, a América do Sul é a segunda mais importante para os resultados da fabricante americana.

No último ano fiscal, os Estados Unidos foram responsáveis por 55,6% (US$ 34,1 bilhões) do faturamento e a América do Sul, por 13,3% (US$ 8,2 bilhões)

A decisão de demitir sinaliza que a redução dos estoques de máquinas pode estar mais difícil do que se esperava. Há um mês e meio, a John Deere já havia cortado as projeções para os resultados do atual ano fiscal, pela segunda vez.

Na América do Sul, as vendas de máquinas agrícolas da companhia devem cair de 15% a 20% no exercício fiscal que termina em outubro. Nos Estados Unidos e Canadá, a expectativa era de uma queda também intensa, mas menor (de 10% a 15%), segundo as projeções da Deere. No primeiro semestre do ano fiscal, que já teve os resultados divulgados, a queda das vendas foi significativa. No período (novembro a abril), as vendas da John Deere somaram US$ 24 bilhões, queda de 12%. Na América do Sul, a queda foi ainda maior, de 33%.

A situação mais apertada se refletiu nas ações da John Deere. Desde janeiro, os papéis da fabricante de máquinas caem 6,3%. Mas diante do excepcional histórico da companhia há quem diga que os papéis ficaram baratos para serem ignorados pelos investidores de longo prazo. Vale lembrar que, entre 2019 e 2023, o retorno das ações da John Deere bateu o S&P 500 e os índices setoriais.

Fonte: Theagribiz

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